Cornford Roadhouse 50

Cornford Roadhouse 50

Nero

A Cornford ganhou protagonismo, no final dos anos 90, através do modelo MK50 desenhado por Martin Kidd. Desde então fez parte dos rigs de nomes como Ritchie Kotzen, que entretanto assinou um dos modelos da marca o RK100, Ace dos Skunk Anansie, Frank Gambale, Dweezil Zappa ou Dave Kilminster [Roger Waters].

A AS fez uma visita a todas as gamas da marca, confirmando a qualidade e beleza harmónica dos amps da Cornford, desde o célebre MK50, recentemente renovado e reforçado na série MK50H II, passando pelas versões em combo e culminando no pujante RK100. A série ROADHOUSE, que decidimos levar a fundo num teste, é um desenho de amplificador mais simples, com apenas um canal e de fabrico parcialmente em série que, segundo a marca, garante a montagem dos componentes e continua com o mesmo rigor que os modelos de preço superior. O intuito desta série foi criar um amplificador mais acessível economicamente, mantendo a qualidade de performance profissional conhecida da marca.

SPECS | Apesar de um ser um amplificador simples a sua robustez na construção é evidente, até pelo peso. Estranha-se ser “apenas” de 50W, o que é um bom presságio, pois boa parte vem do peso da secção de alimentação. Podemos contar com 2 válvulas EL34 na secção de power, em que este modelo vem com o sistema de bios das válvulas fixo, o que torna a sua substituição mais simples, e 3 válvulas ECC83 (12AX7) no pré. Este último, por sua vez, foi estripado até à forma mais básica – o pré é baseado apenas num canal, contendo os controlos típicos de equalização ( Bass, Middle e Treble); 1 entrada para o instrumento (Input); 1 estágio de Ganho (Gain); 1 estágio de Ganho em Post (Boost); controlo de sinal para o pré depois do 1º estágio de ganho situado à entrada de instrumento, dando uma distorção extra ao som; 1 Fx Loop em série e 1 Master de volume geral do amp. Temos também uma entrada para controlar a função de Boost e 5 saídas possíveis de coluna a 16ohm, 8ohm e 4ohm, atenção que devem consultar o manual do amp, para as várias combinações de colunas.

SOM & PERFORMANCE | Rico e intuitivo. Mesmo com tudo flat no EQ, é notória a qualidade do circuito. Calibrando o Gain num overdrive já quente, temos logo o som rock típico britânico, a lembrar um pouco o 70’s rock sound – aqui temos a base do amp. O poder de 50W das vávulas promete muitos decibéis de SPL, tem uma capacidade de projecção de som muito boa. O circuito de pré revelou-se dinâmico e limpo, tem o som livre de ruídos indesejados, permitindo uma total interacção com o trabalhar do instrumento, nota-se bem a resposta dinâmica, consoante a intensidade com que tocamos, e a acção do Pot de volume da guitarra. A reposta do EQ deste amp é impressionante, sente-se a sua acção em cada parâmetro de equalização do “0 ao 10”, o que torna o Roadhouse bastante versátil e eficaz. Uma resposta incrível na secção grave do som e muito fácil de controlar, – nos médios temos a abertura para tornar o som maior em frequências, mais quente ou mais fuzzy, passando a presença pela secção de agudos, colocando assim o som no patamar de brilho perfeito. Conseguimos alterar bastante o timbre do amp com apenas estes 3 knobs.

A função de Boost muito útil e eficaz permite levar mais além este modelo, seja simplesmente para dar aquele extra punch, para levar a guitarra a níveis mais presentes, como no caso de solos ou melodias de resposta ou sons mais extremos de distorção.

O circuito de ganho está muito bem conseguido. Mantém-se fiel ao som sem um acréscimo exagerado de frequências agudas em níveis maiores de saturação. Os dois estágios de ganho complementam-se muito bem, tornando este modelo prático para aplicações ao vivo. Podemos calibrar dois níveis de ganho de forma a termos duas possibilidades de som, uma mais suave outra mais forte por exemplo. A função de Boost muito útil e eficaz permite levar mais além este modelo, seja simplesmente para dar aquele extra punch, para levar a guitarra a níveis mais presentes, como no caso de solos ou melodias de resposta, ou sons mais extremos de distorção. O Roadhouse 50 Head mostrou uma personalidade sedutora e harmoniosa musicalmente, um amplificador perfeito para rock, mas versátil suficiente para outros registos. Tem o principal: riqueza tímbrica e performance dinâmica.

EGITANA