Ibanez Guitars, 30 Anos da Exótica Voyager

Ibanez Guitars, 30 Anos da Exótica Voyager

Nero

No início dos anos 90 começaram a ser produzidas as primeiras guitarras Ibanez Voyager. Originalmente concebida para Reb Beach, um dos guitarristas de assinatura Ibanez na altura, as exóticas Voyager estiveram em produção apenas até 1995.

Entre o final dos anos 80 e o início da década de 90, os Winger surgiram a cavalgar a última vaga do glam rock e do hair metal. Os seus dois primeiros álbuns, o homónimo de 1988 e “In The Heart Of The Young” de 1990 catapultaram a banda nos Estados Unidos. Mas com o advento do grunge, a sua popularidade e da sua estética musical minguou e a banda falhou o assalto ao mainstream mundial.

Após o fracasso comercial que foi o seu terceiro álbum (“Pull”, em 1993), os Winger acabaram por se separar – voltaram a reunir-se e a gravar já em 2006, mantendo-se muito distantes do estatuto que chegaram a atingir nos seus primeiros anos.

Nesses tempos de glória, os nova-iorquinos, comandados pelo shredder Reb Beach, deram-nos malhões como “Seventeen”, “Headed For A Heartbreak” ou “Miles Away”. Reb Reach era o the man of the hour e a Ibanez firmou parceria consigo. A marca desenvolveu um modelo de assinatura que, esteticamente, dividiu o mundo da guitarra eléctrica: a Reb Beach ou Voyager.

Houve um primeiro modelos de assinatura de Reb Beach, de produção limitada. A WRB3 chegou em 1990. Esta guitarra ainda não apresentava o estranho formato da Voyager, mas já possuía as especificações que esta apresentaria, incluindo o corpo em mogno, pickups EMG e ponte tremolo Edge.

Então, em 1991, chegaram as versões com o estranho corte no corpo. A RBM1 apresentava o corpo em mogno, com o cutaway até à ponte, braço em maple (bolt-on) com escala em rosewood de 22 trastes e marcadores perloid. Esta versão mais económica possuía um humbucker tradicional e dois humbuckers de dimensão single-coil, unidades da própria marca. A ponte era um sistema Edge double locking tremolo e a guitarra não apresentava pickguard (só passou a ser aplicado em 1992, quando o tremolo passou a ser o Lo Pro Edge. Já em 1993, foi adoptado o braço com perfil Ultra. A versão mais luxuosa de 1991, a RMB2, partilhava as mesmas specs, mas os pickups eram EMG e a escala era fabricada em rosewood boliviano, além de possuir tampo em koa.

Em 1994, a gama foi completamente revista. A RBM1 tornou-se na RBM100 e a RBM400 substituiu a RBM2, deixando de ostentar o tampo em koa e os EMG. Surgiu ainda um modelo bem mais económico, inspirado na RBM100, o RBM10. Em 1995 a produção das Voyager foi abandonada.

Reb Beach também seguiu em diante, abandonando os Winger e iniciando uma carreira que o levou a tocar com, por exemplo, Alice Cooper e Whitesnake (com os quais ainda toca, actualmente). Mais tarde, Beach criou um modelo de assinatura com a Suhr, muito semelhante à RBM2.