ARP Odyssey ressuscita!

ARP Odyssey ressuscita!

Nero

Depois de ter adiado a estreia em Setembro, a Korg estará prestes a lançar a sua reedição do lendário synth no NAMM’15.

O ARP Odyssey foi lançado em resposta ao sucesso do Minimoog e, ainda que cada um tenham perfis sonoros bastante distintos, as comparações entre ambos são frequentes, mesmo nos dias de hoje. Aliás, o clássico da Moog é monofónico, enquanto o Odyssey é duofónico. No design as diferenças também são notórias, com o Odyssey a possuir menos um oscilador e com os comandos a surgirem em slide, em vez de knobs.

Agora, a Korg vai apresentar uma reedição do ARP Odyssey. Na verdade, o synth estava previsto ter estreado em Setembro passado, mas esse lançamento foi adiado sem qualquer explicação, então espera-se que o mesmo surja agora no NAMM’15. Certamente, não será fácil trabalhar a reedição de um clássico da sintetização que, originalmente lançado em 1972 (teve ainda outras duas edições até 81), se tornou famoso pelo seu som agressivo.

O filtro deverá basear-se no 4075 do Mark III, pois diz-se que a Moog processou a ARP quando o Mark II estreou o VCF de 4 pólos, praticamente igual ao da Moog.

O saudoso Jon Lord, por exemplo, tornou o synth famoso ao usar o Mark I nos Deep Purple. Tal como George Duke com Frank Zappa. Mas foi a partir do Mark II que a ARP estabilizou o synth. E essa versão e o Mark III são o que se espera ser o ponto de partida para a reedição da Korg. Se pensarmos no zelo com que a Korg reeditou o seu MS-20, podemos esperar que todas as características do Odyssey se mantenham. Resumindo, 37 teclas, 2 Oscilators, LFO’s Square e Sawtooth, com opções de controlo Attack Release ou ADSR. O filtro deverá basear-se no 4075 do Mark III, pois diz-se que a Moog processou a ARP quando o Mark II estreou o VCF de 4 pólos, praticamente igual ao da Moog.

Entretanto já surgem vozes a pedir à Korg que inspire o synth de onde partiu o Odyssey, o para lá de mitológico 2600. Esperemos para já, que esta odisseia termine no NAMM’15.

EGITANA