AS10 | Guitarras de Assinatura 2020

AS10 | Guitarras de Assinatura 2020

Redacção

Sete guitarras e três baixos. Os dez instrumentos de assinatura mais “beras” de 2020, sem contar com unicórnios.

É uma das formas mais batidas das marcas matarem dois ou três coelhos de uma cajadada. As guitarras de assinatura prestam homenagem a um guitarrista emblemático e a um som histórico, o que por sua vez é cativante para vários fãs do respectivo músico ou para outros músicos que apreciem o seu carácter sonoro e, então, as marcas aumentam as suas vendas, à conta do carisma dos artistas. Para muitos, uma guitarra de assinatura não é mais que uma forma de merchandise demasiado caro.

E se há vários casos em que isso sucede, também é certo que as marcas e os próprios guitarristas começam a prestar mais atenção ao produto final, procurando criar algo de valor acrescentado nos ditos instrumentos. 2020 foi um ano de muitos, mesmo muitos instrumentos de assinatura. E nem vamos falar nos unicórnios que foram clonados e possuem edição limitadíssima, como a Iron Monkey SG de Iommi, a Les Paul de Adam Jones (Tool), a Purple Nebula de John Petrucci ou a Rocky Strat de George Harrison, entre muitas outras que podem encontrar através do nosso website.

Também excluimos o novo conceito da Gibson, de uma colecção curada por Slash, por englobar vários modelos eléctricos e acústicos. Este ano viu também chegar uma extraordinária colaboração entre Budda Guedes e a nacional Futone Guitars. É uma belíssima guitarra single cut em madeira de amieiro vermelho, num acabamento nitrocelular Butterscotchn que podem descobrir aqui.

De resto, estas são as guitarras (e dois baixos) de assinatura que mais nos impressionaram em 2020. Sem ordem específica.

WASHBURN NUNO BETTENCOURT NELE | O guitarrista luso-americano Nuno Bettencourt foi uma das estrelas da música presentes na NAMM 2020. O guitarrista passou pela booth da Wasburn Guitars, marca da qual é embaixador, com uma nova guitarra para mostrar, a “Nele”. «Estou muito contente por vos apresentar a novidade da família. Digam olá à Nele. Há anos que espero pela minha versão da lendária Telecaster. Com a Nele obtenho seis distintamente diferentes sonoridades, com um singular 6 way switch, esquerda para direita e para cima e baixo. Já foi usado no sexto álbum dos Extreme e estou a adorar esta miúda». A guitarra possui duas versões, a Deluxe e a Standard. As specs são em tudo similares, com algumas diferenças, principalmente, nas madeiras seleccionadas. Em ambas há o sistema de switch 6-way “Freeway Ultra”, que permite as seguintes activações: 1Neck Pickup; 2 Bridge + Neck Pickups; 3 Bridge Pickup; 4 Pickups in Series + In Phase; 5 Pickups in Series + Out of Phase; 6 Pickups in Parallel + Out of Phase. Podem descobrir mais sobre cada um dos modelos no artigo original.

IBANEZ STEVE VAI PIA | A Ibanez Paradise In Art (PIA) retém muitos dos traços tradicionais das JEM. Os motivos multi-coloridos espiralados da escala; o hardware dourado; evocativos acabamentos em Stallion White, Envy Green, Panther Pink e Sun Dew Gold. É, sem margem para dúvidas, uma guitarra do mago shredder, Steve Vai. O que salta logo à vista é que a pega Monkey Grip foi substituída, pelo design Petal Grip. Possui corpo sólido em alder, braço em cinco peças de maple e walnut e escala em rosewood, com 24 trastes jumbo em aço inoxidável e o tratamento Prestige no polimento das arestas. Está equipada com um novíssimo conjunto de pickups DiMarzio (configuração HSH). O tremolo é um Floyd Rose Edge. No artigo de apresentação da guitarra, podes ler as palavras conceptuais de Steve Vai e ver o vídeo de demonstração com o mago das seis cordas.

FENDER BRENT MASON TELECASTER | Com uma carreira de créditos firmados ao longo de cinco décadas, Brent Mason é um dos mais prolíficos guitarristas de sessão de sempre. Numa homenagem à sua estimada Tele de ’67, que o músico descobriu, no início dos anos 80, numa loja de guitarras em Nashville, o modelo de assinatura de Mason está equipado com os mods originais. Esses mods incluem um trio de pickups custom da Seymour Duncan, controlos especializados e o upgrade definitivo na Tele: um sistema Glaser Bender para canalizar um som autêntico de steel guitar. A guitarra existe na versão Custom Shop (com acabamento relic e limitada a 60 réplicas) e em linha de produção normal (na imagem de abertura), com um valor em torno dos dois mil e quinhentos paus.

HENRIK DANHAGE PRO-MOD SO-CAL STYLE 1 | Modelo de assinatura do guitarrista dos suecos Evergrey, esta edição limitada mistura características clássicas e modernas. Estão a pensar: «Disseram que não iam meter edições limitadas». Têm razão, mas pelo seu preço (€1,729) vale a pena considerar este canhão. Corpo em ash, cabeça estilo Stratocaster invertida e braço bolt-on em maple. Floyd Rose double-locking tremolo e botão único de volume, para controlar um humbucker Seymour Duncan JB TB-4 (ponte) e um single coil DiMarzio Area 67 DP419CR. A escalapa, também em maple, tem raio composto 12”-16”. O volante de ajuste do truss-rod está acessível no fundo da escala.

CHARVEL JOE DUPLANTIER SIGNATURE PRO-MOD SAN DIMAS STYLE 2 | O novo design San Dimas para Joe Duplantier, dos poderosos Gojira, com o novíssimo humbucker DiMarzio também com a assinatura do guitarrista, posicionado na ponte. Desenhada com a sempre crescente capacidade de engenharia da Charvel, a guitarra segue os specs do seu modelo anterior, que exaltámos aquando da passagem dos franceses por Lisboa, no Verão de 2019. A nova versão possui uma beleza crua. O corpo San Dimas é construído em mogno, com o contor no especial do corno para facilitar o acesso às zonas mais altas da escala. O braço também em mogno está reforçado com grafite, para aguentar todas as sovas que se lembrem. O volante de ajuste do truss-rod está acessível no corno também, para simplificar o acesso, e o acabamento em óleo no braço suaviza imenso o esforço da mão. A velocidade também foi considerada na escala em ébano, com 22 trastes e raio composto 12”-16”. Mais specs no artigo original.

FENDER JIM ROOT JAZZMASTER V4 | Foi ainda no Verão de 2019 que surgiu a pista de uma nova guitarra de assinatura de Jim Root dos Slipknot. A Jim Root Jazzmaster V4 aí está oficialmente apresentada. A Fender tornou a colaborar em proximidade com o guitarrista do Iowa, para criar um modelo Jazzmaster com um som brutal, feito para riffs de peso demolidor. A guitarra surge equipada com os seus pickups activos open-coil, os EMG Daemonum. A escala possui um raio de 12”, com trastes jumbo. Despida de especificações como vibrato, circuito rítmico ou controlo Tone, a guitarra é um tanque com ponte hardtail, controlo singular de volume e selector de três posições. O corpo é construído em mogno, para um carácter robusto de graves e médios, e possui acabamento Polar White (deslumbrante, diga-se). O braço em maple está unido à escala em ébano, percorrida por entalhes perlados.

G5230T NICK 13 ELECTROMATIC TIGER JET | Na fornada de novas guitarras do Verão passado, a Gretsch apresentou espetaculares, mas caríssimos modelos de assinatura. Mas o espectro económico da assinatura de Nick 13, com Bigsby, cativou-nos. Esta fera responde às influências rock ‘n’roll, punk e country music do guitarrista dos Tiger Army. O seu carácter sónico equilibra o brilho tradicional da Gretsch com distorção mais espinhosa. Nos pickups estão dois Black Top Filter’Trons, instalados num corpo em mogno com câmaras de ressonância. Tal como nos restantes modelos Jet aqui apresentados, o braço está recuado para facilitar o uso dos 22 trastes.

YAMAHA PETER HOOK BB | Este novo baixo da Yamaha nasce da combinação de elementos do seu baixo mítico, o BB-1200S dos anos 80, com elementos novos do modelo BB-734, que Hook utiliza actualmente ao vivo, mas no acabamento vermelho vivo, isso sim, como o mítico baixo japonês. O novo BB-PH está equipado com o captador simples (pickup single coil) em Alnico V, mas numa posição invertida. O cavalete é do estilo reversível, com os saddles em metal e a pestana em Graphtech. Além disso, a electrónica é activa (tal e qual como na nova geração da série 700): equalizador de 3 bandas e seletor ativo/passivo. Mais info.

MUSIC MAN JOE DART | O baixo com a assinatura de Joe Dart (Vulfpeck) estreou o ano passado em edição limitada. A Ernie Ball Music Man decidiu trazê-lo de volta através de uma configuração tão funky quanto minimalista. O Joe Dart Signature Bass possui um corpo ash, em formato Sterling, e braço em maple figurado. A escala, também select figured maple, possui trastes largos em aço inoxidável e é percorrida por dot inlays. A junção do braço é esculpida, para permitir acesso facilitado aos trastes mais agudos, e está ligada ao corpo através de uma configuração de cinco parafusos, revestidos pelo personalizada neck plate Artist Series. Mais specs no artigo original.

MUSIC MAN JOHN MYUNG BONGO 6 | Em 2020, a Ernie Ball Music Man anunciou o seu primeiro baixo de seis cordas para o baixista dos Dream Theater, o virtuoso John Myung. Segundo o press da marca, o instrumento esteve em desenvolvimento «durante uma década inteira em processo de refinamento». O baixo extrai o seu design dos modelos Bongo e possui corpo em basswood, braço roasted maple, com acabamento a cera e óleo. A sua característica visual mais proeminente é a escala rosewood/roasted maple, dividida a meio, e revestida com 24 trastes largos high-profile e os inlays Half Moon. Estes specs são coordenados com um nut de largura de cinco cordas, oferecendo um espaçamento mais reduzido entre as seis cordas do instrumento. Descobre mais.

EGITANA