Maschine+, groovebox autónoma com WiFi e muito poder em palco

Maschine+, groovebox autónoma com WiFi e muito poder em palco

Nuno Sarafa
Native Instruments

O rumor é antigo e uma versão autónoma da caixa de ritmos Maschine, da Native Instruments, era aguardada há muito. Sobretudo depois da decisão da Akai retirar a gama MPC. Maschine+, como é conhecida, é uma groovebox com pads e que pode ser utilizada com ou sem computador.

A nova Maschine+ é um sampler, uma caixa de ritmos, um sintetizador e uma superpotência em palco. Esta é uma máquina que, segundo a Native Instruments (NI), já data de há muito tempo, pelos vistos, já existia um protótipo desde 2014, mas só agora está pronta para entrar no mercado. Chega em Outubro. Fica por aí para a conheceres melhor.

Por fora, a Maschine+ parece semelhante à versão MkIII, mas por dentro a história é outra. A NI embalou um processador Intel Atom quad-core no dispositivo, juntamente com 4GB de RAM e 32GB de armazenamento interno. Além disso, como convém a um produto concebido para ser utilizado fora do estúdio, vem numa caixa de alumínio anodizado e é aparentemente robusta.

Todas as entradas e saídas de áudio e outras ligações são posicionadas na parte de trás do dispositivo. A entrada do microfone tem mais ganho em comparação com versões anteriores e as portas USB duplas significam que podes ligar tanto um teclado MIDI compatível como uma interface áudio separada se assim desejares (esta função substitui o I/O incorporado).

Para já e até ver só serão suportadas interfaces áudio NI, mas a compatibilidade com modelos de outras marcas pode ser acrescentada mais tarde, se a procura assim o exigir.

A Maschine+ funciona num sistema operativo optimizado baseado em Linux e é enviado com um pacote de software cuidadosamente seleccionado. Isto inclui não só a Biblioteca Maschine Factory de 8 GB (que contém sons, kits de bateria, instrumentos, padrões rítmicos, projectos, loops cortados, Bass Synth e os cinco Drum Synths da NI), mas também alguns plugins de synths clássicos da NI, como o FM8, o Massive, o Monark e o Prism. Também é possível obter-se selecções de instrumentos Reaktor e Kontakt, juntamente com a colecção de sintetizadores vintage da Retro Machines. Os efeitos Raum e Phasis também são fornecidos.

Ligações à rede

A Maschine+ é compatível com WiFi, podes configurá-la e descarregar conteúdo sem a necessidade de um computador. A NI descreve-a como tendo o seu sistema de autorização de acesso nativo incorporado no hardware – tem mesmo a opção de registar expansões no telefone, digitalizando um código QR que aparece num dos dois ecrãs a cores da NI.

Enquanto a biblioteca de fábrica está instalada na memória interna do eMMC, todas as expansões e os projectos têm de ir para um cartão SD. Um cartão rápido de 64GB é fornecido com a drum machine, embora possa ser substituído por um cartão de até 1TB de tamanho, desde que seja suficientemente rápido.

O que não podes fazer nesta fase é carregar qualquer conteúdo de terceiros na tua Maschine+, assumindo-se no entanto que mais software NI será adicionado no futuro, restando apenas saber se alguma vez será possível utilizar sintetizadores e efeitos de outros programadores quando em modo autónomo.

A Maschine+ também pode ser utilizada em três diferentes modos: o modo controlador transforma o hardware num controlador padrão para o software Maschine; o modo de armazenamento permite transferir conteúdo entre o hardware e o teu computador; e o modo MIDI dá-te um controlador mapeável totalmente livre.

Como seria de esperar, os projectos criados em modo autónomo podem ser carregados no software Maschine, e podes também enviar projectos do ambiente de trabalho para o hardware. O principal aviso aqui é que, se tiveres utilizado plugins que não são suportados pela Maschine+ em modo autónomo, as pistas que os utilizam não serão reproduzidas, pelo que terás de encontrar opções alternativas.

Melhor do que uma, só mesmo duas

Obviamente, sendo autónoma, a Maschine+ tem um potencial significativo como dispositivo ao vivo. E há algumas características que o sublinham.

Em primeiro lugar, existe suporte para Ableton Link, a tecnologia de sincronização que está incorporada em muitas aplicações iOS e em algum software, factor que abre uma multiplicidade de possibilidades, como a opção de utilizar duas Maschine+ em palco.

Depois, há as predefinições MIDI – 128 delas estão incluídas, cada uma concebida para funcionar com um sintetizador de hardware específico. Estes são concebidos para fazer com que os teus sintetizadores se sintam como se estivessem integrados na Maschine+ – podem ser sequenciados e afinados como se fossem um plugin.

A Maschine+ chega ao mercado a 1 de Outubro e as pré-encomendas podem ser feitas aqui.

Fica a conhecer esta máquina através dos vídeos abaixo: