Micagem: Como Criar o Som de Bateria do Rock Clássico

Micagem: Como Criar o Som de Bateria do Rock Clássico

Redacção

Rick Beato resume e apresenta as técnicas de micagem de bateria do lendário engenheiro/produtor britânico Glyn Johns. Com três ou quatro micros podem recriar o sonzão de John Bonham ou Keith Moon nos Led Zeppelin e The Who, entre outros gigantes do rock ‘n’ roll.

Antes de a tecnologia permitir o recurso a uma miríade de pistas, de efeitos, plugins, etc., os engenheiros de som tinham que tirar o melhor partido das suas instalações e dos seus microfones. Para captar a bateria, então, isso era, tal como hoje, absolutamente determinante para definir todo o som do álbum. Talvez nenhum engenheiro tenha sido tão importante como Glyn Johns neste particular.

Johns criou o som dos Led Zeppelin, The Who, The Rolling Stones, The Beatles, The Eagles e muitos outros colossos do rock clássico e fê-lo com uma abordagem extremamente simples na captação da bateria, com um equilíbrio sonoro e coerência de fase à prova de bala.

Rick Beato, aclamado produtor, músico, académico e engenheiro, criou um vídeo a desmontar esse processo que se originou numa técnica que, como em quase todos os grandes avanços musicais, surgiu por acidente, quando Johns se esqueceu de colocar um micro na posição idealizada na captação do álbum de estreia dos Led Zeppelin.

O princípio básico consiste em três microfones: um no bombo, um overhead sobre o centro do kit de bateria e um microfone lateral, colocado ligeiramente acima do timbalão de chão, apontado à tarola. O overhead e o micro lateral devem manter uma distância igual para a tarola, de forma a manter intacta a imagem stereo do kit e garantindo que ambas as cápsulas recebem o som ao mesmo tempo. Já o micro no bombo garante que terão graves no som captado. O resultado é um retrato natural da bateria, sem grande atrito. Claro que, se a bateria não tiver um grande som ou se o baterista tocar como um gato com moléstia a miar, em vez de um leão a rugir, as coisas não vão acontecer…

No vídeo, Rick Beato demonstra como podem usar a famosa técnica de Glyn Johns, com a opção de acrescentarem um micro na tarola (o que o engenheiro fez muitas vezes também). Se quiserem alguns conselhos de microfones porreirinhos e económicos, temos aqui uma boa selecção.