Muse Group Compra Audacity

Muse Group Compra Audacity

Redacção

Muse Group adquire o editor de áudio Audacity, mas promete manter o software gratuito.

Nos últimos tempos temos assistido a muitas movimentações na indústria de áudio, como a compra da Native Instruments por parte da EMH Partners ou a aquisição da Sequential de Dave Smith pela Focusrite.

Agora, na mais recente operação do género, o Audacity, um dos editores de áudio gratuitos mais usados em todo o mundo, e que recentemente mereceu uma actualização para a versão 3, foi adquirido pelo recém-fundado Muse Group, que inclui várias aplicações relacionadas com música, como os populares Ultimate Guitar e MuseScore. O aclamado editor de áudio gratuito e de código aberto Audacity será agora gerido por Martin Keary (também conhecido por Tantacrul), que também chefia o MuseScore.

Keary publicou um vídeo – que podes ver mais abaixo – no qual explica tudo o que vai acontecer: «O Audacity acaba de se juntar ao Muse Group, uma colecção de marcas que inclui outra popular aplicação musical de código aberto chamada MuseScore, da qual sou actualmente o responsável. E uma vez que as coisas estão a correr bastante bem no MuseScore, foi-me pedido que também gerisse o Audacity em parceria com a sua comunidade de código aberto. E tal como estamos a fazer no MuseScore, estamos agora a planear melhorar significativamente o conjunto de funcionalidades e a facilidade de utilização do Audacity, com designers e programadores dedicados para lhe dar a atenção que merece – mantendo-o livre e de código aberto».

Lançado em 2000, o Audacity é há muito tempo um dos editores de áudio gratuitos mais populares no mercado e a notícia de que apesar da mudança de mãos irá permanecer gratuito será, naturalmente, um alívio para o enorme número de músicos, podcasters e outros criativos que o utilizam diariamente.

Enfrentamos tempos de incerteza e a imprensa não é excepção. Ainda mais a imprensa musical que, como tantos outros, vê o seu sector sofrer com a paralisação imposta pelas medidas de combate à pandemia. Uns são filhos e outros enteados. A AS não vai ter direito a um tostão dos infames 15 milhões de publicidade institucional. Também não nos sentimos confortáveis em pedir doações a quem nos lê. A forma de nos ajudarem é considerarem desbloquear os inibidores de publicidade no nosso website e, se gostam dos nossos conteúdos, comprarem um dos nossos exemplares impressos, através da nossa LOJA.

EGITANA