O Melhor Gear: Ronda de Setembro 2020

O Melhor Gear: Ronda de Setembro 2020

Redacção

Para os músicos que estiveram distraídos. Reunimos as novidades de Setembro que a redacção considerou mais interessantes, recém-lançadas ou recém-chegadas ao mercado.

Depois das férias, Setembro pode ser um caso sério de multi-tasking, é o regresso ao trabalho, o regresso dos putos à escola, o retomar das rotinas familiares e diárias. Ninguém nos pode levar a mal não prestarmos muita atenção às novidades que surgem no universo dos instrumentos musicais quando estamos a levar uma chapada da realidade.

Portanto, pode ser mais difícil acompanhar o equipamento musical que as marcas estão a estrear ou que, apresentados anteriormente, estão agora a chegar ao mercado e, particularmente, ao mercado português.

Nesse sentido, para vos facilitar o trabalho, reunimos os nossos destaques num só lugar. Em Setembro houve uma mão cheia de propostas interessantes. A Fender e a BOSS estiveram muito activas no mês passado. E há muitos, muitos pedais este mês.

Billie Eilish Fender Signature Ukulele | Billie Eilish é reconhecida pelo seu som pop capaz de forçar barreiras estéticas, mas tudo começou com um instrumento acústico, um ukulele. Desenhado em conjunto com a própria artista e incluindo o seu característico símbolo “blohsh”, foi apresentado oficialmente o Billie Eilish Fender Signature Ukulele. O mais fixe neste ukulele é ser «exactamente igual ao que Billie Eilish usa em palco e custar menos de 300 dólares», diz Michael Schulz, responsável máximo do departamento Signature Artists da Fender. Já a jovem artista descreve o apelo deste tipo de instrumentos: «A regra do ukulele é: se sabes três acordes, podes tocar qualquer canção. Sempre».

Fender H.E.R. Signature Stratocaster | Pickups single-coil Fender Vintage Noiseless e pickguard de alumínio surgem montados no corpo em alder, acompanhado de braço em peça singular de maple com raio de 9.5”. Ainda o braço, possui um perfil “mid-’60s C” e a placa na junção apresenta o artwork de H.E.R.. A ponte sincronizada, ao melhor estilo vintage da Fender, possui seis pontos de fixação do vibrato. A artista é a primeira mulher afro-americana a receber um modelo Fender de assinatura. Descobre mais.

Strymon NightSky | O Strymon NightSky estreou no dia 18 de Setembro de 2020 e é a mais recente entrada na gama “Sky” de pedais de reverb da empresa. O NightSky combina um núcleo de reverb com circuitos de pitch-shifting, modulação, filtragem e até sequenciação. Devido às suas características aproximadas à sintetização analógica, a Strymon chama-lhe uma «workstation de síntese reverberante». Entra no artigo original para descobrir todas as specs.

Red Witch Pedals Fuzz God IV | A Red Witch Pedals apresentou o Fuzz God IV e diz que criou o pedal fuzz com mais versatilidade sonora no planeta. O Fuzz God IV é o modelo mais recente na linhagem de pedais fuzz da Red Witch. A dinastia começou com o Fuzz God I, um fuzz de germânio que evoluiu para um segundo modelo em silicone. Depois surgiu o III, um fuzz compacto com um switch interno de seis posições que determinavam a resposta dos controlos. Agora, o IV reúne fuzz transitor Dual NOS Silicon BC109 com a «insana oscilação switchable» do modo “Wrath” do Fuzz God II’s “Wrath” e um diodo de germânio Octavia. Mais info e specs.

Hilbish Design Night Destroyer | Os Red Fang juntaram-se à Hilbish Design para criar estes pedais de edição limitada, inspirados no Beta Lead. O Night Destroyer possui dois canais independentes. Cada um tem potenciómetros de gain e level, além de EQ de três bandas. O master volume é partilhado por ambos os canais. Os únicos controlos que não viajaram do Sunn Beta Lead para o pedal foram os de reverb. Os footswitches aumentam a versatilidade. Nos amps há a limitação de ter que usar um dos canais ou ambos somados, no pedal pode alternar-se entre esses modos de operação.

CopperSound Pedals Triplegraph | A Third Man Record juntou-se à CopperSound Pedals para criar o Triplegraph. Este novo pedal é uma unidade octave digital e possui três teclas de código morse, além de effects loop e vários modos de operação. A tecla mais à esquerda dispara o efeito de uma oitava mais baixa, a mais à direita, adivinharam, uma oitava mais alta. A tecla do meio depende do modo de operação selecionado. Descobre esses modos aqui.

BOSS Pocket GT e Carrada de Novos Pedais | A Boss revelou o novo Pocket GT, que introduz uma nova e divertida opção para praticar, tocar e evoluir todos os dias. Combinando sons de guitarra BOSS premium com aprendizagem no Youtube, este amp/processador de efeitos em tamanho de bolso é emparelhado com o teu smartphone ou tablet para criar o derradeiro estúdio de aprendizagem portátil. Um maquinão para descobrir no extenso artigo original. Além disso, a BOSS actualizou um dos seus pedais mais emblemáticos, agora na versão OC-5, estreou dois novos modelos Loop Station e ainda lançou o processador de efeitos GT-1000CORE, uma unidade super funcional e compacta, para guitarra e baixo.

Native Instruments Maschine+ | O rumor é antigo e uma versão autónoma da caixa de ritmos Maschine, da Native Instruments, era aguardada há muito. Sobretudo depois da decisão da Akai retirar a gama MPC. Maschine+, como é conhecida, é uma groovebox com pads e que pode ser utilizada com ou sem computador. A nova Maschine+ é um sampler, uma caixa de ritmos, um sintetizador e uma superpotência em palco. Esta é uma máquina que, segundo a Native Instruments (NI), já data de há muito tempo, pelos vistos, já existia um protótipo desde 2014, mas só agora está pronta para entrar no mercado.

DrēmTrigger | Se andas a considerar adicionar alguma electrónica ao teu kit de bateria mas preferes uma solução mais simples do que pads à parte, módulos ou triggers, então, DrēmTrigger pode ser a resposta, uma solução tudo-em-um que inclui um trigger acústico com sistema de laser, dois pads de borracha independentes e 16GB de memória. O DrēmTrigger pode também ser utilizado em modo autónomo, através da saída de áudio de 1/4″ ou como controlador MIDI para um computador através da ligação USB, sendo alimentado por uma bateria recarregável interna, reduzindo ainda mais o número de cabos necessários.

Friedman Twin Sister | A Friedman Amplification apresentou o Twin Sister, que reúne dois populares modelos Dirty Shirley num único amplificador. O amp foi desenvolvido a pensar em músicos que buscam um «som vintage de rock clássico inspirado nos amps a válvulas britânicos das décadas de 60 e 70», diz a marca. O Twin Sister é um amp de 40 watts e, tal como o Dirty Shirley, baseia-se num Marshall JTM 45 modificado. Cada um destes modelos dual-channel é construído artesanalmente e está disponível em versão combo ou cabeço (é mais fixe dizer “cabeço”).

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