Shure Bus, Oficina de Micros

Shure Bus, Oficina de Micros

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A BiMotorDJ vai receber o autocarro da Shure, no dia 21 de Outubro de 2019. Além de workshops de micagem, de merch gratuito e do sorteio de prémios, a Shure terá técnicos disponíveis para vos tirar as dúvidas em relação aos seus sistemas wireless, de monição, in-ears e microfones. Olhamos as principais características desse equipamento.

A Shure embarca numa digressão para nos aproximar do seu universo microfónico. E não é preciso dizer quão vasto é esse universo. Durante um dia podem visitar o interior do autocarro Shure e desfrutar de conteúdo formativo sobre a marca e os seus microfones mais emblemáticos. São 91 anos de história da Shure que, durante um mês, vão percorrer 7600 km, através de quatro países e dez cidades no território europeu. E Portugal está incluído.

Podem descobrir mais detalhes sobre a agenda do dia 21 de Outubro e de todas as acções que irão ter lugar na sede da BiMotorDJ. Uma equipa da EarPro e Shure estará também disponível para prestar esclarecimentos técnicos, especialmente em relação ao equipamento da marca que estará em destaque. Esse equipamento compreende os sistemas wireless BLX, GLXD e QLXD; os sistemas de monitorização PSM300 e o mais profissional PSM900; os in-ears SE215, SE425, SE535 e o clássico microfone SM7B.

De modo a que possam preparar a vossa abordagem ao equipamento, antes de o experimentar durante o dia na BiMotorDJ ou planearem as vossas questões, vamos olhar aos traços gerais destas unidades.

WIRELESS | Os micros com sistemas sem fios BLX, GLXD e QLXD estarão presentes. Os sistemas da série BLX contam com várias opções de receptores, incluindo uma de meia rack, para instalações fixas. Esta série oferece também muitas opções de configuração para os receptores: os BLX4 e BLX88, ligeiros e ultraportáteis, são perfeitos para músicos que vão de recinto em recinto. Por outro lado, o BLX4R utiliza um resistente chassis de meia rack com antenas desmontáveis e conta com todo o necessário para sua instalação numa rack completa. Os sistemas BLX possuem um alcance de até 91m e autonomia até 14h, para que artistas e engenheiros possam dar-lhe uso intenso. Alimentados por duas pilhas AA, estão disponíveis com uma ampla gama de configurações para transmissores de bolso e de lapela, e com múltiplas opções de microfones de mão, lapela, de instrumento ou headset.

A série GLXD da Shure combina a revolucionária tecnologia LINKFREQ (Gestão Automática de Frequências), baterias inteligentes de lítio-íon (com a melhor capacidade de carga de sua classe), a qualidade de microfones Shure e uma robusta construção. Operam na banda de frequência de 2.4 GHz e o sistema analisa o espectro RF, identifica as melhores frequências disponíveis e automaticamente envia essas frequências ao transmissor e ao receptor. Em caso de interferência, o transmissor e receptor trocam de maneira conjunta frequências limpas, sem interromper o sinal de áudio. Pensado especificamente para guitarristas e exclusivo da série GLXD, o receptor de pedal de guitarra (GLXD6) tem um afinador integrado, que se incorpora facilmente em qualquer pedaleira e oferece durabilidade máxima. Cada um dos transmissores GLXD está alimentado por baterias inteligentes de lítio-íon até 16 horas em uso contínuo (com carga completa). A bateria pode funcionar durante 10.000 horas, o equivalente a 2500 pilhas AA. Existe ampla variedade de opções de alimentação, incluindo conexões USB, e cabe destacar que, somente com 15 minutos de carga consegue-se hora e meia de uso. Além disso, o receptor padrão GLXD4 conta com um ecrã LCD, que indica o nível das baterias em horas e minutos.

MONIÇÃO | Estarão presentes os sistemas PSM300 e PSM900. Vamos olhar o mais baixo, assumindo que se trata de uma solução para quem se queira iniciar e que os profissionais (para quem é mais indicado o sistema superior, têm as suas questões já bem alinhadas). O PSM300 Stereo Monitor System oferece qualidade de processamento de sinal de áudio digital em 24-bit. O sistema é bastante intuitivo na sua utilização e permite controlar (a gosto pessoal) a mistura de dois canais de áudio diferentes. O pacote, na sua forma mais básica, inclui o receptor P3R Stereo Wireless Bodypack Receiver e o transmissor P3T Wireless Transmitter. Os in-ears podem ou não estar incluídos nos packs (fazendo, naturalmente, variar o seu espectro económico).

IN EARS | Os modelos que estarão presentes são os SE215, SE425 e SE535. Focamo-nos nos modelos de gama mais baixa, afinal possuem a base das características. Os auscultadores Shure SE215 Sound Isolating oferecem uma qualidade de som elevada (tendo recebido vários prémios de performance), resistência e conforto, permitindo um mergulho imperturbável no áudio. Disponível em versões com e sem fios, com cabos que podem ser destacados, e várias opções de cores. Mesmo se não forem músicos, são uma excelente opção considerando a relação qualidade/preço e se a discrição é algo que prezam e não estão para andar com uns headphones que quase necessitam de um estojo particular cada vez que apanham o comboio, o autocarro ou o metro. E se os vossos ouvidos já não suportam mais sovas das “frigideiras” que vêm nos acessórios do smartphone, por um valor abaixo dos três dígitos podem de facto ter uns auriculares com um som bastante bom e com ajustes de encaixe para maior conforto do utilizador.

Os SE215 não são earbuds, são earphones. Qual a diferença? In-ears como os SE215 possuem ajustes de design de forma a incluir mais hardware dentro da unidade, logo maior definição sonora. Um earburd, tipicamente, tem o formato desenhado para se ajustar na parte exterior do canal auditivo, o suficiente para promover algum isolamento, mas sem profundidade para riqueza sonora, capacidade que in-ears como os SE215 possuem. Além disso, os módulos dos SE215 possuem o molde que se ajusta à cavidade que existe imediatamente após o canal auditivo – os módulos ajustam-se confortavelmente à orelha, enquanto os auscultadores ficam bem direccionados para o ouvido.

SM7B | O campeão de vendas da Shure, antes do SM58 se afirmar, é um padrão para vozes “roqueiras” desde que surgiu em 1976. O seu momento de glória, e prova de versatilidade, foi o uso recorrente num dos maiores álbuns da história da música, o “Thriller”. É um cardióide dinâmico com uma resposta de frequências ainda mais ampla que o 58, entre os 50 – 20.000 Hz, de 150 Ohms. Possui switch para atenuar graves e também um boost de médios.