Yamaha LJX26C

Yamaha LJX26C

Paulo Basilio

Uma mistura entre a tradição inerente ao clássico e a eficácia moderna.

Estes modelos da série L, apostam em ser um marco de excelência no meio das acústicas. Ser um dos modelos de guitarra que anda em tour com Joe Bonamassa ajuda à mística. Uma mistura entre a tradição inerente ao clássico e a eficácia moderna. Convém informar que escrevemos como utilizadores desta série L há vários anos, com um dos modelos da gama standard de entrada. Isto para dizer, de forma insuspeita, até pelas provas dadas e partilhadas, que estes modelos nos deixam impressionados pela qualidade e eficácia. Esta LJ leva mais adiante a performance que extraíamos desses instrumentos.

SPECS | Corpo cutaway “médio-jumbo” em rosewood [palissandro], com o tampo em spruce [abeto]. Braço de mahogany [mogno] e mistura de padauk e escala em ebony [ébano]. Ponte em ebony também. Um nut, em osso sintético, com 44 milímetros de largura. Afinadores Open Gear, de acabamento vintage. Sistema de pré-amp System60, com a tecnologia A.R.T. – como veremos, uma das mais-valias desta guitarra.

SOM & PERFORMANCE | Este modelo deixa-nos agarrados ao primeiro olhar, com o seu look vintage, tornando-a apetecível ao toque. Aqui começa a viagem ao corpo, por ondas e vibrações harmónicas que o toque das cordas nos transmite, através das madeiras nobres que constituem este instrumento. Uma construção de alto nível de precisão e acabamentos, resultando num timbre delicioso e vibrante, que nos embala e hipnotiza. Quando damos por nós… já estamos a tocar há horas.

O perfil suavizado do braço torna-o muito estável e a escala é rápida na sua acção.

Um sustain impressionante e uma estabilidade de afinação em que nos podemos fiar sem medo. Mas o mais importante é o som dela: um corpo Medium Jumbo torna as guitarras, numa perspectiva ergonómica, mais confortáveis e, neste caso, apesar do tamanho reduzido do corpo, é impressionante a projeção sonora de que esta guitarra é capaz. Um som forte, equilibrado, brilhante e envolvente. A interligação entre braço e escala está muito bem conseguida, permitindo um óptimo equilíbrio na distribuição de peso. Se leram, acima, os specs e pensaram «mau, uma escala em ébano… deve ser rija», essa foi a nossa primeira impressão, mas não é mais que prova de que, se não devemos julgar um livro pela capa, não devemos julgar escalas pela madeira. O perfil suavizado do braço torna-o muito estável e a escala é rápida na sua acção. De qualquer forma, esta não é propriamente uma guitarra para iniciantes.

A electrónica entrou a matar na actualização da série, com a tecnologia A.R.T. do System60, que permite três sonoridades ao pickup. A LJX26C é extremamente versátil e apta para qualquer situação, com hipóteses entre o GooseNeck e o Piezzo, tanto ao vivo como em estúdio.