Yamaha MX Series

Timóteo Azevedo

A Yamaha lançou uma nova série de sintetizadores, a MX Series. Com dois modelos, o MX61 de 61 teclas e o MX49 de 49 teclas, os novos sintetizadores apresentam sons seleccionados da gama Yamaha MOTIF XS, aos quais junta funções avançadas de controlo para DAWs e VSTs, várias opções de conectividade áudio e ligação MIDI por USB.

Os novos sintetizadores apresentam mais de 1000 vozes retiradas da série de sintetizadores MOTIF XS, uma gama de instrumentos mais avançada da marca. Entre as opções encontramos emulações de piano acústico, piano eléctrico, cordas, percussões e mesmo complexos sons de sintetização com até oito elementos. O interface redesenhado presente na MX Series pretende oferecer uma selecção mais prática e rápida das vozes a utilizar, com os sons a estarem organizados numa nova secção de categoria. Também é possível editar e guardar os sons editados pelo utilizador na memória dos teclados.

Os efeitos presentes no MX49 e MX61 utilizam a tecnologia VCM da Yamaha, que simula o funcionamento dos circuitos dos processadores analógicos de efeitos. Entre os efeitos presentes encontramos equalização, flanger, phaser e wah, em simulações dos equipamentos vintage dos anos de 1970.

Tal como nos MOTIF XS, os sintetizadores MX apresentam um modo de Performance que permite combinar duas vozes diferentes para serem tocadas ao mesmo tempo. Para tal recorre-se aos botões dedicados de Split e Layer, cada um com o seu próprio arpeggiador inteligente e uma faixa dedicada à bateria. Apresenta um total de 128 secções no Modo Performance, todas editáveis pelo utilizador. As várias secções trazem os grooves mais recentes e populares das pistas de dança. Para além disto, cada Performance contém as definições completas para 16 partes multi-tímbricas e 128 notas de polifonia.

Os novos sintetizadores da série MX não só instrumentos musicais, também funcionam como interfaces de áudio. Ao conectá-los ao computador através de USB, os MX podem ser definidos para operarem como controladores remotos de vários parâmetros dos DAWs e VSTs, existindo potenciómetros e botões físicos nos instrumentos dedicados a estas funções. O processamento do áudio digital é todo feito dentro dos sintetizadores, com a monição a ser feita através da saída de auscultadores ou das saídas para as colunas presentes nos sintetizadores. O interface tem um funcionamento bidireccional, o que significa que podemos gravar os sons internos dos MX directamente no computador sem ter de passar pela conversão digital-analógica e depois analógica-digital.

Para além da porta USB para conectar ao computador, os teclados MX apresenta uma segunda porta USB para dispositivos externos que permite guardar dados em memórias externas, e até mesmo reproduzir ficheiros WAVE directamente dessas memórias. A nível de conexões ainda encontramos as entradas e saídas MIDI, a entrada AUX IN que permite ligar aparelhos como um leitor de MP3 e conexões para um pedal de controlo e um pedal de sustentação.

O MX49 e o MX61 trazem também um conjunto de software de produção musical, o qual inclui o Steinberg Cubase AI, o pacote de VSTs Prologue (também da Steinberg) e o emulador do órgão Yamaha YC-38. Com design compacto e leve a pensar na portabilidade e nos pequenos estúdio caseiros, ambos os teclados podem ser transportados com uma mão. O MX49 pesa 3,8 Kg, enquanto o MX61 pesa 4,8 Kg.

EGITANA