“Leva-me P’ra Casa” é o primeiro avanço do novo álbum de Pedro Abrunhosa. Já podes ouvir na íntegra todo o álbum.
Depois de mais de cinco anos sem editar um disco de estúdio, Pedro Abrunhosa e os seus Comité Caviar regressam com “INVERBO”, o novo álbum de originais, já disponível em todas as plataformas digitais e em edição física em CD e LP.
“INVERBO” revela o outro lado, o avesso das canções. Um disco construído sem pressa onde a palavra assume um lugar central e cada tema se desenvolve a partir de uma contenção poética que atravessa todo o álbum. Composto por 11 canções, este trabalho afirma-se como um novo marco na profundidade e maturidade da escrita de um dos maiores compositores da música portuguesa.
O nascimento do universo deste álbum desperta uma série de questões sobre atualidade, cultura e o mundo digital que deram mote a uma conversa única entre Pedro Abrunhosa, o cardeal Tolentino Mendonça e Maria João Pires.
É através da palavra e sobre ela própria que se desenrola uma discussão, também ela sem pressa, entre três dos maiores intervenientes da cultura portuguesa. No labiríntico ‘mundo novo’ em des-construção é no silêncio e na reflexão que se gera o refúgio necessário para o nascimento da arte e para a propagação dos valores que verdadeiramente importam. A conversa à porta fechada ocorreu na Biblioteca do Vaticano disponibilizada em formato digital, intitulando-se “Elogio do Silêncio”.
“INVERBO” será apresentado ao vivo pela primeira vez em três datas na Super Bock Arena, no Porto, nos dias 23, 24 e 25 de janeiro, duas das quais já esgotadas, seguindo-se um grande concerto na MEO Arena, em Lisboa, no dia 31 de janeiro.
O primeiro single a ser divulgado foi “Leva-me P’ra Casa”. Esta que é a canção de abertura do álbum, nasce no seguimento do trágico desaparecimento da filha de um amigo de Pedro Abrunhosa, que o confrontou com a dimensão do silêncio, num momento em que as palavras são impotentes.
Mais do que um simples gesto de empatia, “Leva-me P’ra Casa” transforma-se num hino sobre perda e ausência, neste que é um diálogo entre um pai em luto e Deus, num apelo desesperado por justificação e consolo. Revelando assim, sem medos, a essência de INVERBO, um disco regido pela força do poema.
Este é o primeiro videograma do novo trabalho discográfico de um dos maiores compositores da música portuguesa e é parte integrante de um filme que nasce do universo poético de “INVERBO” e que o materializa num suporte visual e que chegará brevemente, com realização de Carlos Marta e direção criativa de Pedro Abrunhosa.
Sobre o disco, Pedro Abrunhosa refere: «É no poema que residem intimidade e mistério da canção. E, pelo que infiro da minha própria experiência, é pela palavra que a canção se enraíza e perdura no inconsistente de tantos. Neste disco, creio, não vive mais do que a simplicidade contida em histórias de rendição e ausência. Mas toda a simplicidade tem raiz profunda. Só para a ‘máquina’ o simples significa o expectável probabilístico. Ao contrário, acredito que a Poesia seja a capacidade inelutável da humanidade para conversar com os deuses.»
Este álbum assinala assim o aguardado regresso de Pedro Abrunhosa aos álbuns de estúdio, reafirmando-o como uma referência incontornável da música portuguesa contemporânea.
