A nova temporada Gulbenkian Música vai apresentar mais de 120 espetáculos entre setembro de 2025 e maio de 2026.
Das grandes obras do repertório sinfónico à música coral e de câmara, a programação inclui uma sucessão de propostas variadas entre recitais, cine-concertos e músicas do mundo, com a participação de alguns dos mais notáveis intérpretes da atualidade.
As formações residentes – Orquestra e Coro Gulbenkian – mantêm-se os pilares de uma programação que cruza obras do repertório clássico com composições contemporâneas, incluindo estreias absolutas em Portugal, numa clara aposta na diversidade artística.
Tal como anunciado, esta será a última temporada sob a direção artística de Risto Nieminen, que se reforma após 16 anos como diretor do Serviço de Música da Fundação, ficando a nova liderança a cargo do sueco Fredrik Andersson.
A marcar o arranque da temporada, a Orquestra Gulbenkian volta a atuar ao ar livre para uma audiência de dezenas de milhares de pessoas, no Vale do Silêncio, com um programa de entrada livre dirigido pelo maestro Pedro Neves e apresentado por Cláudia Semedo.
O maestro titular da Orquestra Gulbenkian, Hannu Lintu, marcará uma forte presença numa temporada que contará também com muitos maestros convidados como Lorenzo Viotti, Giancarlo Guerrero, Jukka-Pekka Saraste, Aziz Shokhakimov, Juanjo Mena, Sofi Jeannin, Samy Rachid ou Nuno Coelho, entre outros.
Lintu irá apresentar uma dezena de programas, em concertos duplos, dando a ouvir algumas das obras mais emblemáticas do repertório sinfónico, de compositores como Beethoven, Mahler, Brahms, Schumann ou Chostakovitch, assim como peças de Alban Berg, Hans Werner Henze ou Magnus Lindberg, entre muitas outras. Sob a sua direção, atua um brilhante conjunto de solistas como Leif Ove Andsnes, Jan Lisiecki, Alessio Bax e Daniel Lozakovich,
O maestro titular da Orquestra Gulbenkian dirigirá também o 1.º ato da ópera A Valquíria de Richard Wagner, em versão de concerto (com a soprano Marita Sølberg, o tenor Stuart Skelton e o baixo Mika Kares), e a Oratória Elias de Mendelssohn, com um quarteto de solistas onde se inclui o barítono Matthias Goerne.
Nesta temporada, o habitual Concerto de Ano Novo estará também a cargo de Hannu Lintu, que dirigirá a Orquestra Gulbenkian num repertório com árias de ópera interpretadas pela meio-soprano americana J’Nai Bridges.
Martina Batič, Maestra Titular do Coro Gulbenkian, vai dirigir as formações residentes em dois monumentos do repertório coral-sinfónico: o Messias de Händel e a Paixão segundo São João de Bach. Ao longo da temporada, Batič dirigirá também o Coro Gulbenkian em vários concertos a cappella.
A nova temporada vai assinalar o centenário do nascimento do compositor e maestro francês Pierre Boulez, com um ciclo de três concertos de entrada livre. Algumas das suas obras mais marcantes serão revisitadas, como Pli selon Pli, baseada em poemas de Mallarmé, dirigida por Pedro Amaral, ou a Sonata para Piano n.º 2, interpretada por Tamara Stefanovich. O Ensemble intercontemporain, coletivo criado pelo próprio Boulez, junta-se à homenagem para, entre outras obras, dar a ouvir Le Marteau sans Maître, uma peça para contralto e seis instrumentos.
A maestra chinesa Tianyi Lu dirige um programa dedicado a mulheres compositoras, com obras de Andreia Pinto Correia e Dora Pejacevic, num concerto de entrada livre.
Em articulação com a exposição Complexo Brasil, que será exibida na Galeria Principal da Sede da Fundação no final deste ano, o britânico Neil Thomson dirige a Orquestra Gulbenkian num programa que inclui peças dos compositores brasileiros Heitor Villa-Lobos (Bachianas Brasileiras n.º 8) e Cláudio Santoro (Cantata elegíaca). Este programa conta com a participação do ator Diogo Infante.
Prossegue também a série de cine-concertos no Grande Auditório, com a projeção do filme “Como Treinares o Teu Dragão”, a épica aventura de animação da DreamWorks, realizada por Chris Sanders e Dean DeBlois, com música de John Powell. A banda sonora, nomeada para um Óscar, será interpretada ao vivo pela Orquestra Gulbenkian dirigida por Anthony Gabriele.
Uma das marcas distintivas da Gulbenkian Música, o Ciclo de Piano, traz uma extensa galeria de intérpretes de exceção: Grigory Sokolov, Elisabeth Leonskaja, Arcadi Volodos, Nikolai Lugansky, András Schiff, Piotr Anderszewski e Javier Perianes. Em estreia absoluta no Grande Auditório, apresenta-se o jovem pianista japonês Mao Fujita, um dos talentos mais promissores da atualidade.
No âmbito do Ciclo Grande Intérpretes, atua o barítono Peter Mattei, para interpretar o ciclo de canções o Canto do Cisne de Schubert, a violinista Isabelle Faust e o violoncelista Nicolas Altstaedt. Regressa Jordi Savall com as suas formações Hespèrion XXI e Orpheus 21, para apresentar um programa que reúne músicos cristãos, judeus, e muçulmanos em torno da música do Mediterrâneo e do Oriente.
No quadro deste ciclo será também apresentada uma versão semi-encenada das obras Il ballo delle Ingrate e Il Combattimento di Tancredi e Clorinda de Monteverdi, pelo ensemble Il Pomo d’Oro, sob a direção de Francesco Corti.
Ao longo da temporada, a Música de Câmara marcará forte presença, com a atuação de algumas das mais reconhecidas formações da atualidade. É o caso do Quarteto Casals, o Quarteto Modigliani, o Quarteto Quiroga, o Quarteto Belcea e o Quarteto Leipzig (este com o pianista Christian Zacharias). Momento marcante será a interpretação do Quarteto para o Fim dos Tempos de Messiaen, escrito e estreado num campo de prisioneiros em Gorlitz gurante a 2.ª Guerra Mundial.
No âmbito do ciclo Músicas do Mundo, sons de diferentes geografias vão de novo ecoar no Grande Auditório da Fundação. As propostas são variadas, propondo viagens pelas Memórias do Afeganistão, Mistério das Vozes Búlgaras, Música Tradicional Persa, Música Clássica Indiana, Cantos tradicionais da Córsega, e por três séculos de Música Arménia com o Gurdjieff Ensemble. A singular dupla franco-senegalesa Ablaye Cissoko & Cyrille Brotto marcará também presença neste ciclo.
Voltam os Concertos Participativos, uma iniciativa que junta coralistas amadores ao Coro e à Orquestra Gulbenkian para dar a ouvir a Paixão segundo São Marcos do compositor argentino Osvaldo Golijov. Composta em 2000, esta obra foi uma das quatro Paixões encomendadas pela International Bach Academy para assinalar os 250 anos da morte de Johann Sebastian Bach. Este espetáculo terá direção cénica de Jean Paul Bucchieri.
Dirigidos a famílias e realizados em sessões duplas, mantêm-se os Concertos de Domingo, assim como os recitais por Solistas da Orquestra Gulbenkian, estes últimos de entrada gratuita.
Também de entrada livre, e dando seguimento à colaboração da Fundação Gulbenkian com a rede ECHO, que reúne algumas das mais importantes salas de concerto europeias, os recitais do programa Rising Stars darão palco a alguns dos mais promissores intérpretes da atualidade, revelando também novos talentos da composição.
Nesta temporada, as transmissões da Metropolitan Opera de Nova Iorque contemplam produções das seguintes óperas: La Sonnambula de Vincenzo Bellini, La Bohème de Giacomo Puccini, Arabella de Richard Strauss, Andrea Chénier de Umberto Giordano, I Puritani de Vincenzo Bellini, Tristão e Isolda de Richard Wagner e Eugene Onegin de Piotr Ilitch Tchaikovsky.
Para consultares toda a informação, clica aqui. As renovações e pedidos de novas assinaturas para a Temporada 25/26 decorrem entre 26 de maio às 10:00 e 30 de maio às 23:59.
