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(c) Adriano Ferreira Borges

Mão Morta: O aclamado espectáculo “Viva La Muerte!” de regresso aos auditórios

22/09/2025

O espectáculo “Viva La Muerte!” dos Mão Morta, que encheu salas e festivais de Norte a Sul do país, retomou o seu circuito de auditórios.

O espectáculo “Viva la Muerte!”, dos Mão Morta, foi criado para assinalar os 50 anos do 25 de Abril e os 40 anos da banda, neste tempo em que as democracias enfrentam ameaças renovadas à sua existência, com as expressões de ódio e intolerância e a iniciativa ideológica das forças políticas conservadoras a terem acolhimento privilegiado nos média e a dirigir o discurso político dominante. Assim, “Viva la Muerte!” mergulha no âmago doutrinário do fascismo, passado e presente, de forma intensa e provocadora, denunciando os perigos que corremos e em que a democracia incorre, através de um conjunto de temas originais inspirados na música de intervenção portuguesa, cruzando rock, experimentalismo e um coro masculino.

Depois de várias datas esgotadas, o circuito de auditórios prossegue. A 26 de setembro em São João da Madeira, com um espetáculo na Casa da Criatividade. Segue-se Silves, a 11 de outubro, integrado no Festival SUM / Silves Urban Music, com entrada livre. No dia 31 de outubro é a vez de Ovar receber o concerto no Centro de Arte de Ovar. Já em novembro, a tour passa por Matosinhos, no Teatro Municipal Constantino Nery, a 15 de novembro, e por Coimbra, no Convento São Francisco, a 29 de novembro. Em dezembro, o público poderá assistir a um espetáculo em Ermesinde, no Fórum Cultural, a 6 de dezembro, e em Torres Vedras, no Bang Venue, no dia 27 de dezembro, encerrando o calendário deste ano.

Estreado em Janeiro, no Theatro Circo de Braga, completamente esgotado, “Viva la Muerte!” foi ainda apresentado no primeiro trimestre de 2025 nas restantes salas que o co-produziram, sempre esgotadas ou completas – o Teatro das Figuras, em Faro, o Teatro Municipal de Ourém, a Culturgest, em Lisboa, o Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, e o Teatro Aveirense, em Aveiro -, antecedido ou sucedido por uma conversa com os historiadores Sílvia Correia, Luís Trindade e Manuel Loff e o politólogo Carlos Martins, ora com a presença dos quatro, ora de dois, ora apenas de um, numa abordagem reflexiva, mais rigorosa e esclarecedora, de partilha de conhecimento e de saber, sobre o conceito de fascismo e as suas exteriorizações.

A digressão “Viva la Muerte!” prosseguiu depois, ainda em Março e Abril, por outras salas, também esgotadas ou muito perto de esgotar – o Teatro Municipal da Covilhã, a Casa das Artes de Arcos de Valdevez, a Casa da Música, no Porto, o Teatro Municipal da Guarda e o Ponto C, em Penafiel -, já sem a conversa com os historiadores, excepto no Ponto C, que contou com a presença de Sílvia Correia, encerrando assim a primeira parte da sua apresentação, que teve uma recepção espantosamente eufórica e entusiástica, tanto do público como da crítica, a exemplo do que acontecera com o disco homónimo, contendo a música do espectáculo, editado na véspera da estreia.

Em Maio, “Viva la Muerte!” foi adaptado a palcos ao ar-livre e apresentado no Festival do Maio, no Seixal, dando início ao interregno do Verão, que teve continuidade com nova apresentação no Festival N2, em Chaves, no cair de Julho e, já em Setembro, no Festival Vapor, no Entroncamento.

No passado fim de semana foi retomado o circuito de salas, habitat natural para onde o “Viva la Muerte!” foi originalmente pensado, com apresentações já programadas até Dezembro, que pela expectativa já gerada se prevê voltarem a ser novas enchentes celebrativas da liberdade e da diferença.

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