Depois de uma sessão viral na KEXP, de uma digressão pelo Brasil e de uma agenda preenchida em 2025, o trio português MAQUINA. encontrou ainda espaço para gravar o sucessor de “PRATA”, com edição marcada para 10 de julho pela Fuzz Club.
MAQUINA. transmite o suor, o caos e a euforia de uma experiência musical verdadeiramente colectiva. O trio de Lisboa ganhou fama por transformar os seus concertos em autênticos momentos de movimento – punks a dançar, club kids a entrar no mosh pit – «fazendo com que as bolhas se liguem um pouco», como eles próprios dizem. Com mais de 250 actuações e passagens por festivais em toda a Europa, a intensidade dos seus concertos enche salas e desencadeia ondas de crowdsurfing. Recém-chegados da sua primeira digressão pelo Brasil e de uma sessão na KEXP no Trans Musicales 2025, regressam agora com “BODY TRANSMISSION”, o segundo LP: uma viagem de cortar a respiração por body music, noise, metal, motorik e punk industrial.
Captando a força bruta dos seus concertos ao vivo, “BODY TRANSMISSION”, co-produzido pela banda em conjunto com Hugo Valverde, surge na sequência de “PRATA” (2024), um álbum também editado pela Fuzz Club e fortemente marcado pela improvisação, ancorado no fluxo de uma performance ao vivo. Para este novo disco, a banda – Halison Peres (bateria/voz), José “Mendy” Rego (baixo) e João Cavalheiro (guitarra/efeitos) – optou por menos improvisação e mais “edição”, dedicando-se a refletir sobre a direção de cada faixa, e condensando deambulações de dez minutos em “bombas” de três a quatro minutos que carregam impacto directo. O resultado é uma descarga total pensada para a pista de dança, “sem pausas”; um disco pronto para o “clubbing”, guiado pela combinação de guitarra, bateria e baixo.
«Foi o processo mais desafiante e mais divertido que já tivemos em estúdio, porque nos obrigamos a escrever canções em vez de apenas captar jams. Queríamos que soasse pesado, concentrado e dançável. Mantivemos o ritmo acelerado e a energia lá em cima – é um álbum sempre a abrir.»
MAQUINA.
Não perdem tempo a arrancar. “dança” – com vocais punk irreverentes de Silvia Konstance, e sintetizadores de Viktor L. Crux, ambos do duo Dame Area, com base em Barcelona – estabelece o ritmo do disco, com um 4/4 pulsante, vozes cruas e uma linha de guitarra incisiva que atravessa o riff de baixo de três notas com uma precisão abrasiva. Esta faixa de abertura, carregada de energia e feita para causar efeito imediato, entra sem hesitação na «4-to-the-floor»: três minutos de riffs pesados e batidas penetrantes que assumem as influências da música de dança. «pressure/pleasure» e «out of fear», por sua vez, evoluem sob o mesmo ambiente estroboscópico, apoiadas numa base de guitarra densa e agressiva que se prolonga na faixa instrumental “simulation”. Essa qualidade hipnótica continua em “collapsing”, onde os gritos e rugidos metálicos de Peres – em diálogo com os seus vocais limpos – revelam essa herança, ao mesmo tempo que evidenciam a dinâmica expressiva que serve de princípio estético orientador do álbum.

Noutro registo, “agony” é igualmente frontal, simultaneamente raivosa e visceral – um tema politicamente carregado, escrito neste momento de intenso conflito global. «Fala sobre o discurso falso que os políticos tentam sempre impor, apontando para algum inimigo ou algo assim, para esconder o que realmente querem fazer», reflete Peres sobre a faixa, que retrata uma ‘terra de ninguém’ onde a humanidade se vê encurralada entre a miséria e o caos. «É difícil ficar em silêncio em momentos como este. Por isso, se tenho um canal que posso usar para fazer algo de bom, então vou usá-lo.»
MAQUINA. prepara-se para lançar o seu double single “agony // pressure/pleasure” no dia 14 de Abril via Fuzz Club, a editora londrina que já acolheu o seu segundo álbum “PRATA” e uma reedição em vinil do primeiro trabalho, “DIRTY TRACKS FOR CLUBBING”. O novo álbum está marcado para sair no dia 10 de Julho, e a banda já tem concertos agendados até ao final de Setembro para promover este lançamento, garantindo que a energia intensa dos seus concertos chega aos palcos e às pistas de dança. Destaque como banda de abertura dosAmyl and the Sniffers, no dia 16 de Agosto em num concerto no Capitol em Santiago de Compostela, Espanha.
AGENDA
01/05 – Barcelona, ES @ Miceli Fest
09/05 – Barreiro, PT @ Gasoline (DJ Set)
15/05 – Nijmegen, NL @ Sonic Whip
17/05 – Todmorden, UK @ The Golden Lion
18/05 – Glasgow, UK @ Flying Duck
19/05 – Newcastle, UK @ The Cluny
20/05 – London, UK @ Downstairs at the Dome
21/05 – Paris, FR @ Garage Mu Festival
22/05 – Den Haag, NL @ Sniester Festival
23/05 – Le Havre, FR @ Foul Weather Festival
30/05 – Freamunde, PT @ Route 66
19/06 – Santa Maria de Lamas, PT @ Basqueiral
20/06 – Lucerne, CH @ B-Sides Festival
21/06 – Martigny, CH @ Caves du Manor
23/06 – Bilbao, ES @ Kutxa Belza
24/06 – Madrid, ES @ Cafe Berlin
25/06 – Santander, ES @ The New
26/06 – Bergerac, FR @ La Claque Festival
27/06 – Paimpol, FR @ Paimpol in Rock
28/06 – Bourlon, FR @ Rock in Bourlon
04/07 – Sintra, PT @ Festival Aqui ao Lad
18/07 – Lisbon, PT @ Musa de Marvila (DJ Set)
31/07 – Constância, PT @ Rock ao Luar
06/08 – Aveiro, PT @ Novas Quintas Teatro Aveirense
07/08 – Nürnberg, DE @ Brückenfestival
09/08 – Liege, BE @ Micro Festival
16/08 – Santiago de Compostela, ES @ Capitol*
10/09 – Sibenik, HR @ Ship Festival
12/09 – Orleans, FR @ Hop Pop Hop Festival
18/09 – Oviedo, ES @ Outside
*A abrir para Amyl and the Sniffers
