mil 2025

MIL 2025 apresenta programação completa da Convenção e Festival

24/09/2025

Confere toda a programação do MIL que invade a Casa Capitão em Lisboa em Outubro.

De 8 a 11 de outubro, a Convenção MIL ocupa o Beato Innovation District e a recém-inaugurada Casa Capitão, em Lisboa, com mais de 50 atividades que interrogam o papel da cultura na sociedade contemporânea.

A Convenção MIL é um espaço de encontro, partilha e reflexão crítica sobre o setor cultural. Entre palestras, mesas-redondas, oficinas, laboratórios e rodas de conversa, a convenção explora três eixos principais interligados: Cultura e Política, Indústria da Música e Economia Noturna.

A Convenção MIL afirma os direitos culturais como pilar democrático e condição essencial para a expressão e construção individual e coletiva. Cultura, música, cidade e noite são refletidas e debatidas sob o escrutínio dos desafios que o capitalismo e a inteligência artificial colocam à vida cultural hoje.

As keynotes de McKenzie Wark, Justin O’Connor, Ana Tijoux, Xullaji e a Lovers & Lollypops funcionam como um prefácio do programa, refletindo o mote central da Convenção: Cultura, Poder e Participação. Ao longo de quatro dias, o programa reúne artistas, jornalistas, investigadores, ativistas, educadores e outros profissionais do setor cultural, dando voz às questões e debates que atravessam a Convenção.

De conversas a laboratórios, algumas atividades da Convenção MIL contam com curadorias nacionais e internacionais. Do Festival Política ao Festival Clarão, da Associação Viver Melhor no Beato ao coletivo Equid’Artes, da ONG Kosmicare à rede de investigação LX Nights, passando pelo jornalista independente Shawn Reynaldo e pela associação cultural Nossa Fonte, as curadorias refletem diferentes experiências e visões, aproximando o programa da realidade cultural.

Em 2025, a Convenção MIL concentra-se mais em respostas a urgências do que em tendências. «A tendência parece ser cada vez mais clara: o colapso democrático e social e, com ele, o agravamento das desigualdades e o desmantelamento das garantias sociais. A Convenção MIL afirma a cultura como dimensão central na defesa dos direitos, da vida em comum e da participação democrática», lê-se no editorial da 9.ª edição da Convenção.

A programação musical do MIL acontece nos mesmos dias também no Beato Innovation District e conta com mais de 56 artistas. Conheça todos os artistas no site oficial.

O festival arranca na quarta-feira, 8 de outubro, com a atuação de Maria Alice, cantora cabo-verdiana, conhecida pelas suas interpretações de mornas e coladeiras. No mesmo dia, Maria Beraldo, cantora, compositora e clarinetista brasileira, apresenta em estreia o seu novo álbum, Colinho. Já na quinta-feira, 9 de outubro, o cartaz recebe a belga Julie Rains, com um espetáculo onde jazz, soul e eletrónica se cruzam, e a dupla Accou & Marjolein, também da Bélgica, que traz ao festival o seu clubbing feito a quatro mãos.

Ainda na quinta-feira, Sila Lua, de Espanha, apresenta o seu novo álbum Danzas de Amor y Veneno, aprofundando a fusão entre pop e eletrónica. MAR estreia ao vivo o projeto Cuica, cantado em português e carregado de intensidade emocional. De Portugal, YANG leva ao palco uma proposta onde a música tradicional se encontra com a eletrónica, enquanto Pedro da Linha estreia em Lisboa o seu novo projeto ao vivo, em antecipação ao álbum que será lançado no próximo ano.

Na sexta-feira, 10 de outubro, o alinhamento ganha novos contornos com Saeira, artista franco-portuguesa atualmente radicada em França, que se estreia ao vivo em Portugal. Também em estreia, o duo português 7777 の天使, ligado ao coletivo berlinense Soul Feeder, une Swan Palace e DRVGジラ numa atuação onde a electrónica se encontra com uma estética visual intensa e imersiva.

Brisa Flow é artista marrona em Abya Yala Brasil, com a sua origem mapuche, apresenta um espetáculo onde rap, jazz e eletrónica se entrelaçam com cantos ancestrais.. Da Bélgica, Gros Coeur traz a sua energia crua de garagem e punk, enquanto Ão, conjuga eletrónica emocional com pop alternativo. Em estreia em Lisboa, o projeto luso-brasileiro Asa Cobra mistura batidas eletrónicas, pulsos orgânicos e letras que convidam à reflexão. Enquanto a rapper Tixa, vinda de Portugal, apresenta-se pela primeira vez em Lisboa.

Vanyfox, apresenta um espetáculo live AV em que Lisboa e Angola se encontram em batidas inovadoras. O coletivo RS Produções, vindo da Rinchoa, assume o palco com um set B2B carregado de kuduro, batida e house suburbano. A fechar, o coletivo 1111, de Madrid, desafia os formatos da música eletrónica com uma atuação imersiva e imprevisível.

No sábado, 11 de outubro, junta-se ao cartaz Romeu Bairos, vindo dos Açores, apresenta um cancioneiro intimista enraizado nas tradições da música portuguesa. Mano Jio, nascido em Angola e criado em Portugal, propõe uma fusão entre ritmos africanos e sonoridades contemporâneas, numa linguagem musical marcada por experiências pessoais e identitárias. De Espanha, mariagrep traz o seu universo de pop eletrónico introspectivo, enquanto La Valentina, artista colombo-francesa, experimenta com ritmos tropicais e produção moderna numa abordagem fresca à música latina.

A diversidade do sábado estende-se ainda mais com a estreia das The Zawose Queens, da Tanzânia, que apresentam um espetáculo onde a tradição do povo Gogo, criando uma experiência espiritual e arrebatadora. Também chega ao MILRislene, cantora e compositora franco-caboverdiana que transita entre o francês e o crioulo com uma voz marcada pelo soul e jazz. A dupla miaw, da Dinamarca e dos Países Baixos, com um som híbrido e desconstruído de clubbing, e Margô, artista portuguesa que partilha histórias do quotidiano através de canções que convidam à catarse e à dança. Da cena belga, sobressaem ainda JAWHAR, produtora e DJ que mistura bass global com música de pista. E de França, DalaïDrama, apresenta um universo singular de folk-pop árabe.

MIL LINEUP 01

Os bilhetes para o MIL 2025 já se encontram à venda na plataforma DICE, com diferentes modalidades disponíveis. Pensados para diferentes perfis de público, estes bilhetes garantem uma experiência flexível e acessível a quem quiser descobrir a nova música que está a marcar o presente e a moldar o futuro.

BILHETES
PRO TICKET – 80€
FESTIVAL FULL PASS – 50€
FESTIVAL DAILY PASS – 25€
CONVENTION FULL PASS – 40€
CONVENTION STUDENT & UNDER 25 FULL PASS – 15€

MOBILIDADE CONDICIONADA
Participantes com mobilidade condicionada têm direito a um bilhete gratuito para acompanhante. Após a compra, contacta aj***@**ce.fm para fazer o pedido.

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