JUNKBREED

“Misantrophe” é a nova malha dos JUNKBREED

22/01/2026

Os JUNKBREED lançaram “Misantrophe”, um single marcado por uma crítica direta à alienação humana e ao ego, acompanhado por um videoclipe que usa a ironia para traduzir esse desconforto. Dispara o play para ver e ouvir em primeira mão na AS.

Os JUNKBREED lançaram o seu novo single “Misantrophe”, uma faixa que aprofunda o olhar crítico da banda sobre a alienação humana e a autodestruição disfarçada de ambição. A canção traça o retrato de uma figura dominada pelo próprio ego, cega pela ilusão da importância pessoal, enquanto avança de forma inconsciente em direção ao vazio. No centro da narrativa está a crítica à hipocrisia, ao poder corrosivo do ego e à facilidade com que a mentira é aceite como verdade.

O tema chegou acompanhado de um vídeo que traduz visualmente a desorientação e o vazio presentes na música, mas assume um registo deliberadamente mais leve e irónico. Há algum tempo que a banda pretendia explorar esta abordagem menos solene, e o vídeo nasce dessa vontade. Os cinco elementos dos JUNKBREED surgem como protagonistas de uma busca aparentemente épica, iniciada com a descoberta de um mapa do tesouro.

Sem saberem exatamente o que procuram ou para onde se dirigem, a viagem transforma-se numa sucessão de situações absurdas e sem propósito, espelhando a crítica central de “Misantrophe”, a obsessão por objetivos ilusórios e a tendência para seguir caminhos sem questionar.

“Misantrophe” integra o álbum “Sick Of The Scene”, o segundo longa duração dos JUNKBREED, um disco assumido como um murro na mesa numa era marcada pela desumanização. O trabalho reflete sobre um tempo em que tudo parece reduzido a produção e consumo, onde a empatia perde espaço para o egoísmo, o ódio e a violência, levantando questões sobre o lugar da arte e do sentir num mundo cada vez mais mecanizado.

Editado em outubro de 2025 pela Raging Planet, “Sick Of The Scene” foi gravado nos estúdios SinWav, com mistura e masterização a cargo de Mau e Sain. O disco apresentou uma evolução natural mas ousada no som da banda, cruzando rock, punk e post hardcore num registo mais direto e pesado, sem abdicar do caos criativo e da atitude provocadora que fazem parte do ADN dos JUNKBREED. Ao longo das nove faixas, o álbum construiu ainda uma crítica metafórica ao impacto da inteligência artificial na arte, reforçada por uma capa de inspiração satírica criada com recurso a IA, em contraste assumido com o seu título.

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