FRANK SINATRA MY WAY

“My Way – A História de uma Canção” será exibido nos cinemas portugueses

08/04/2026

“My Way – A História de uma Canção”, documentário de Thierry Teston e Lisa Azuelos, chega aos cinemas portugueses a 23 de abril, numa distribuição da Zero em Comportamento/Projetos Paralelos.

“My Way” é muito mais do que uma canção. Esta partitura maior atravessou épocas, fronteiras e gerações, tornando-se um hino inscrito para sempre na história da música e uma das canções mais interpretadas do mundo — de Sid Vicious a Tom Jones, de Nina Simone a Pavarotti.

No entanto, poucos sabem que nasceu em França, à beira da piscina da mansão de Claude François numa tarde de verão de 1967, e que uma sucessão de encontros fortuitos e noites em branco a conduziu através do Atlântico até àquele que a tornaria numa lenda. À semelhança de um biopic — e com narração de Jane Fonda —, o documentário conta a história do nascimento de uma canção mítica e a forma como ascendeu ao panteão da cultura popular. Para a imprensa internacional, trata-se de “um mergulho na história da música pop que se vê com enorme prazer” (The Film Verdict).

Com a participação de Paul Anka, Jacques Revaux, Ben Harper, Janelle Monáe, Sydney Sweeney, Gabriel Yared e os Sparks, o filme percorre mais de cinquenta anos de história musical, política e cultural — da América de Sinatra ao punk dos Sex Pistols, da queda do Muro de Berlim aos palcos dos ditadores do século XXI. Os realizadores, segundo o aVoir-aLire, “reconstituem, com rigor e malícia, a vida desta canção imortal tornada intemporal“.

«Quando Lisa me falou pela primeira vez na ideia de fazer um documentário sobre MY WAY, não fiquei imediatamente convencido de que uma única canção pudesse ser o tema de um filme. Ela conhecia a minha experiência com documentários e música e queria persuadir-me a embarcar no projecto com ela. Gostava da canção, mas tinha a imagem de um enorme êxito de Sinatra, regravado centenas de vezes com letras um tanto pomposas, um título reconhecido em todo o mundo cuja história todos conhecíamos. Uma canção de Claude François, adaptada por Paul Anka para Sinatra, que a transformou num dos maiores sucessos de todos os tempos. Mas à medida que fui aprofundando a investigação e os diálogos, descobri verdadeiramente a história desta canção, desde a sua escrita em 1968 até aos dias de hoje, e compreendi a sua profundidade e natureza extraordinária. É uma história dentro da História, repleta de reviravoltas, com protagonistas tão incríveis quanto inesperados. É certamente uma história musical, mas com repercussões sociológicas e políticas em todo o globo. “My Way” foi inicialmente o testamento de homens viris que olhavam para a sua vida sem arrependimentos: Sinatra, Anka, Tom Jones, Elvis, entre outros. Com Nina Simone, tornou-se o manifesto de uma mulher negra na América dos anos 70. Tornou-se um hino punk com os Sex Pistols na Inglaterra de Margaret Thatcher e, pouco depois, um hino da queda do Muro de Berlim quando Nina Hagen a cantou no concerto pela reunificação das duas Alemanhas. Mais recentemente, foi a canção favorita de autarcas como Trump, Putin ou Kim Jong Un. E, no entanto, é a mesma canção com a mesma letra. Para prolongar esta história de “My Way” e ilustrar como ela não tem fim, quis convidar artistas a oferecer-nos a sua versão de “My Way”. Uma artista francesa e uma americana, Clara Luciani e Ben Harper. Ambos têm uma ligação muito forte com a canção. Sem se consultarem, apresentaram versões muito despojadas, com grande humildade. É com estas interpretações que o filme termina e a história de “My Way” continua.», contou o realizador Thierry Teston.

O filme integrou a Seleção Oficial do Festival de Cannes 2024 e foi o vencedor do Prémio Sacem do Melhor Documentário Musical 2024.

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