O Pop-Rock bem-disposto dos NAPA esgotou o Coliseu de Lisboa
(c) Rita Costa

O Pop-Rock bem-disposto dos NAPA esgotou o Coliseu de Lisboa

02/02/2026

Se o Porto foi a prova de maturidade, Lisboa foi a consagração definitiva. No dia 30 de janeiro, os NAPA escreveram o capítulo mais bonito da sua história até à data, perante um Coliseu dos Recreios esgotado que os recebeu em apoteose.

Para os mais desatentos, até pode parecer que os Napa surgiram apenas com “Deslocado”, canção vencedora do Festival da Canção em 2025, mas a verdade é que o álbum de estreia da banda foi editado em 2019, revelando um percurso bem anterior a esse momento de maior exposição pública.

Os Napa acabaram por se tornar a voz de toda uma geração de deslocados dos seus berços, seja por necessidade, escolha ou circunstância. No Coliseu de Lisboa, porém, encontraram uma verdadeira casa, cheia de amigos, familiares e fãs, um mar de gente a quem apresentaram um concerto competente, seguro, sustentado por um cenário minimalista e por uma dinâmica sempre eficaz. Um verdadeiro bailinho da Madeira na capital.

O quinteto madeirense constituído por Guilherme Gomes, Francisco Sousa, João Rodrigues, Diogo Góis e Lourenço Gomes, subiu ao palco da mítica sala lisboeta com lotação esgotada (segundo informação da Universal Music) não apenas para apresentar canções, mas para celebrar uma comunhão rara com o seu público.

A noite arrancou com “Jeito Pra Tudo”, definindo desde logo, o tom de celebração que pautaria as duas horas seguintes. Com um alinhamento cuidado, que viajou entre os clássicos do álbum de estreia “Senso Comum” e a sofisticação de “Logo Se Vê”, a banda apresentou-se em formato big band, acompanhada por um coro e uma secção de sopros que enriqueceu com novas texturas temas como “Ficamos Assim” e “Coisas Simples” a uma nova dimensão.

No Coliseu de Lisboa, porém, encontraram uma verdadeira casa, cheia de amigos, familiares e fãs, onde apresentaram um concerto competente, seguro, sustentado por um cenário minimalista e uma dinâmica sempre eficaz.

Mas foram as surpresas que tornaram a noite irrepetível. A doçura de Silly juntou-se à banda para uma interpretação arrepiante de “Assim, Sem Fim”, um momento de intimidade que contrastou com a explosão de energia trazida por Van Zee. O artista, que já havia surpreendido no Porto, voltou a juntar-se aos Napa para “Infinito”, levando o Coliseu ao rubro. Destaque ainda para a participação especial de André Santos em “Areia”, num momento intimista e particularmente bonito. A ligação às raízes fez-se sentir através da viola de arame, instrumento típico da Ilha da Madeira, tocado pelo músico e recebido com entusiasmo pelo público.

Outro momento de destaque foi a participação de Beatriz Pessoa, em “Gigantes”, cuja voz doce se conjugou de forma muito natural com a de Guilherme. Durante a noite, o vocalista partilhou ainda que, após alguma pesquisa, a banda acredita ser apenas a segunda formação madeirense a realizar um concerto no Coliseu de Lisboa, um dado apresentado com orgulho e emoção.

“Enredos” levou o Coliseu ao rubro, “Na Lua” foi um dos temas mais celebrados, e em “Senso Comum” todos aproveitaram para mandar alguém à merda, mas, naturalmente, o ponto alto da noite chegou com “Deslocado”. Transformado num verdadeiro hino geracional, o tema foi cantado a plenos pulmões por milhares de pessoas, abafando por vezes o som que vinha do palco. Foi a prova viva de que a música dos Napa ultrapassou barreiras geográficas e emocionais.

Houve ainda espaço para música nova, com “Coisas Simples”, a mais recente amostra do próximo álbum a ser editado ainda em 2026 e “Amor de Novo” tema com Jovem Dionisio, já bem conhecida de muitos fãs.

Fiéis às suas raízes, o encerramento fez-se com “Vasse Lá Lem”, um tema inédito e uma homenagem à Madeira que serviu de lembrete: podem ter conquistado os maiores palcos do continente, mas a alma da banda continua a residir no coração do Atlântico.

No final, ficou a sensação de um concerto caloroso, afirmativo e cheio de cumplicidade com os seus fãs que foram incansáveis, tudo à altura de uma sala que os Napa souberam ocupar por completo. O futuro, tal como o título do seu segundo álbum sugere, “logo se vê”… mas depois de vários meses em digressão e destes concertos nos Coliseus, tem tudo para ser brilhante.

  • O Pop-Rock bem-disposto dos NAPA esgotou o Coliseu de Lisboa
  • O Pop-Rock bem-disposto dos NAPA esgotou o Coliseu de Lisboa
  • O Pop-Rock bem-disposto dos NAPA esgotou o Coliseu de Lisboa
  • O Pop-Rock bem-disposto dos NAPA esgotou o Coliseu de Lisboa
  • O Pop-Rock bem-disposto dos NAPA esgotou o Coliseu de Lisboa
  • O Pop-Rock bem-disposto dos NAPA esgotou o Coliseu de Lisboa
  • O Pop-Rock bem-disposto dos NAPA esgotou o Coliseu de Lisboa
  • O Pop-Rock bem-disposto dos NAPA esgotou o Coliseu de Lisboa
  • O Pop-Rock bem-disposto dos NAPA esgotou o Coliseu de Lisboa
  • O Pop-Rock bem-disposto dos NAPA esgotou o Coliseu de Lisboa
  • O Pop-Rock bem-disposto dos NAPA esgotou o Coliseu de Lisboa
  • O Pop-Rock bem-disposto dos NAPA esgotou o Coliseu de Lisboa
  • O Pop-Rock bem-disposto dos NAPA esgotou o Coliseu de Lisboa
  • O Pop-Rock bem-disposto dos NAPA esgotou o Coliseu de Lisboa
  • O Pop-Rock bem-disposto dos NAPA esgotou o Coliseu de Lisboa
  • O Pop-Rock bem-disposto dos NAPA esgotou o Coliseu de Lisboa
  • O Pop-Rock bem-disposto dos NAPA esgotou o Coliseu de Lisboa
  • O Pop-Rock bem-disposto dos NAPA esgotou o Coliseu de Lisboa
  • O Pop-Rock bem-disposto dos NAPA esgotou o Coliseu de Lisboa
  • O Pop-Rock bem-disposto dos NAPA esgotou o Coliseu de Lisboa
  • O Pop-Rock bem-disposto dos NAPA esgotou o Coliseu de Lisboa
  • O Pop-Rock bem-disposto dos NAPA esgotou o Coliseu de Lisboa