“Last Rites”, o título na versão original, é a autobiografia póstuma que chegou às livrarias em versão Portuguesa, em Novembro.
A autobiografia póstuma de Ozzy Osbourne, “Last Rites” [“Última Confissão”], foi concluída pouco antes da sua morte em Julho e detalha os últimos anos da sua vida, incluindo as suas batalhas de saúde, o seu último concerto com o Black Sabbath e a sua relação com Sharon. A obra foi editada a 7 de outubro de 2025 e é uma continuação da sua primeira autobiografia, “I Am Ozzy”.
Nas livrarias portuguesas já podes adquirir o livro com tradução em português. “Última Confissão” foi escrita na primeira pessoa relatando uma jornada marcada pela dor física, pela quase paralisia e pelo isolamento, mas também pelo humor corrosivo e pela lucidez de quem viveu tudo ao limite.
Aos 69 anos, Ozzy encontrava-se numa triunfante digressão de despedida, a tocar em arenas esgotadas por todo o mundo, quando uma simples infeção num dedo desencadeou uma sucessão de problemas de saúde que o afastaram dos palcos. «A sequência de acontecimentos deste livro começou no fim de 2018 — por volta de outubro, creio — quando estava a meio do que se supunha ser a minha digressão de despedida», recorda. O incidente levaria a uma hospitalização prolongada e a uma quase paralisia do pescoço para baixo, obrigando-o a interromper toda a atividade pública.
«Como em qualquer banda, nunca é por causa de uma só pessoa ou de uma só coisa. És parte de um puzzle, e quando as peças se encaixam todas, é a melhor sensação do mundo. É completamente diferente de estar a solo. Se alguém me chateia na minha banda, mando-o embora. Ou, se não gosto de como algo soa, digo: “Isto é uma merda, não gosto.” Mas isso não funciona quando todos são iguais e começaram juntos.»
Mas “Última Confissão” não é apenas um relato de sofrimento. É também uma viagem completa pela lenda de Ozzy, revisitando momentos marcantes da sua vida e carreira: o casamento com Sharon Osbourne, as recaídas nas drogas, os reencontros com velhos amigos e o derradeiro concerto com os Black Sabbath, transmitido para milhões de fãs. «De repente, estava a olhar para 42 mil caras à minha frente, e mais 5,8 milhões a assistir online — mas nem pensei nisso quando estava ali. Foi quando a emoção me bateu. Nunca me tinha caído a ficha de que tanta gente gostava de mim — ou sequer sabia quem eu era.»
Ao longo das 304 páginas, o músico expõe-se sem filtros, refletindo sobre o que significa sobreviver a si próprio e ao mito que construiu. «Como em qualquer banda, nunca é por causa de uma só pessoa ou de uma só coisa. És parte de um puzzle, e quando as peças se encaixam todas, é a melhor sensação do mundo», escreve, num dos momentos mais nostálgicos da obra.
A autobiografia mostra um Ozzy simultaneamente frágil e indomável, um homem que, mesmo no fim, nunca perdeu a capacidade de rir de si próprio. Através de confissões dolorosas e histórias inéditas, o livro oferece uma perspetiva íntima de um artista que transcendeu o heavy metal para se tornar um ícone cultural global.
Do “Príncipe das Trevas” ao herói popular, Ozzy Osbourne deixa o seu último testamento em forma de livro, uma celebração da música, da sobrevivência e do poder de continuar, mesmo quando tudo parece perdido.
“Última Confissão” chega em formato de capa mole e promete ser uma leitura essencial para os fãs do rock e para quem quiser conhecer o homem por trás da lenda já disponível em versão portuguesa em várias livrarias.
Em baixo podes ler um excerto de “Última Confissão”.