Parallel Society: Apparat, Gilles Peterson with MC Rob Galliano, Clark entre as primeiras confirmações da edição Lisboeta

05/02/2026

 A Parallel Society anuncia a sua Edição de 2026 em Lisboa apresentando Pioneiros da Contracultura e da Tecnologia.

A Parallel Society revelou os primeiros participantes e artistas para a sua edição de 2026 em Lisboa, Portugal. O evento de dois dias terá lugar a 6 e 7 de março no bairro de Marvila, em Lisboa, uma antiga zona industrial agora conhecida pelo seu vibrante ambiente cultural. O evento reúne hacktivismo, tecnologia prática e pioneiros culturais, mobilizando especialistas em tecnologia cívica locais e internacionais, investigadores, académicos, ativistas e artistas internacionais, incluindo Apparat, Gilles Peterson, Clark, Moses Boyd, Calibre e Kode9, para explorar e reimaginar a sociedade para a era digital.

Este encontro único é uma experiência em design de estrutura social que visa lançar as bases para um futuro mais próspero e justo para todos. É o culminar do trabalho da Logos, um movimento social e tecnológico para revitalizar a sociedade civil e defender as liberdades através da tecnologia.

Com curadoria coletiva e orgânica, a Parallel Society é gerida como um evento sem fins lucrativos por uma aliança emergente de grupos internacionais e locais, incluindo Logos, Tor Project, MoneroKon, PsyDAO, Charter Cities Institute, Zanzalu, ZuGramma, Zano, Shutter Network, dEdu, The Block, Delta Y, LayerX, EthRome, Urbe.eth, Kleros e Funding the Commons.

O Dia 1, 6 de março, é uma “não conferência” focada em alimentar e expandir as tecnologias, ferramentas e culturas que são centrais para a missão da Logos. Coorganizado pelo grupo, contará com uma série de palestras, círculos de discussão, laboratórios de protocolo, hackspaces, workshops, sprints de co-design e sessões experimentais práticas distribuídas por zonas temáticas, incluindo as Zonas de Descentralização, Privacidade, FOSS (Software Livre e de Código Aberto), Cultura e Comunidade. De um modo geral, o programa do Dia 1 foca-se na privacidade e descentralização, autonomia comunitária, cultura e infraestrutura de código aberto, e na gestão de ferramentas e redes. O programa inclui workshops, palestras, hackspaces e laboratórios culturais que exploram a autonomia comunitária, privacidade, descentralização e a cultura e infraestrutura de código aberto.

Jarrad Hope, da Logos, a organização que iniciou o evento, comentou sobre a abordagem única da Parallel Society: «A Parallel Society liga as pessoas que estão a desenhar novos sistemas cívicos, tecnólogos, investigadores, ativistas, construindo alternativas práticas às instituições centralizadas. O Dia 1 está estruturado como um laboratório colaborativo: workshops, protótipos de governação, sessões de investigação e experiências culturais. O objetivo é simples: construir e testar ferramentas que fortaleçam a autonomia, a privacidade e a comunidade.»

Após a “ não conferência”, o Dia 2, 7 de março, transforma o encontro numa celebração cultural focada na comunidade, onde artistas internacionais inovadores partilham palcos com o talento underground de Portugal. O programa musical desafia géneros e já está a tomar forma, abrangendo a revolução do jazz do Reino Unido com Moses Boyd, a cultura do bass experimental com Kode9 e Calibre, a eletrónica avant-garde com Apparat e embaixadores culturais como Gilles Peterson, com muitos mais artistas ainda por anunciar. Os artistas portugueses confirmados incluem Maria Amor e Shcuro do Disco Paraíso, Chima Isaaro, Afrojamslx em atuação ao vivo, Nelson Makossa e Collective Unconscious a apresentarem uma performance audiovisual. Sendo um contraponto focado na cultura à consolidação corporativa que varre o panorama global de festivais, o evento é independente, liderado pela comunidade e sem fins lucrativos. Com mais de 60% do cartaz proveniente do ativo e diversificado conjunto de talentos locais de Lisboa, apoia ativamente as cenas musicais underground da cidade.

Louisa Haining, Diretora de Curadoria, comentou sobre a abordagem da Parallel Society: «Acreditamos que a cultura e os festivais devem servir as pessoas, não as corporações. A Parallel Society é construída como um bem comum: um espaço aberto onde o som underground, a criatividade de base e novos imaginários culturais e tecnológicos podem prosperar. Com talento desta profundidade e diversidade, tanto local como internacional, o evento parece ser a expressão humana das tecnologias que construímos.»

Das comunidades de base de Lisboa aos pesos-pesados internacionais, a Parallel Society constrói pontes entre os inovadores sónicos de Portugal e os pioneiros globais. Reflete a energia “faça-você-mesmo” (do it yourself – DIY) que construiu as cenas underground, desde a rádio pirata aos coletivos pós-clube.

Com curadoria conjunta de uma aliança de organizações culturais sediadas em Lisboa, a Parallel Society baseia-se nas suas comunidades e perspetivas para formar um programa verdadeiramente coletivo. Esta aliança cultural inclui a Fábrica Moderna, a Rare Effect e a Manja, entre outros que se irão juntar.
Apelo à contribuição. A Parallel Society é uma experiência em cocriação e cooperação. Todo o evento é curado coletivamente por uma aliança de projetos alinhados que abrangem tecnologia, cultura e comunidade. Aqueles que desejam envolver-se podem propor sessões ou outros elementos da programação através de uma open call, no site da Parallel Society. Os membros da aliança selecionarão as propostas que irão compor o programa de acordo com o seu mérito e alinhamento, e não pelo quanto contribuem financeiramente.

A decorrer nos dias 6 e 7 de março de 2026 no bairro de Marvila, em Lisboa, a Parallel Society convida participantes e público a juntarem-se a uma celebração de cultura, tecnologia e comunidade. Os bilhetes de acesso antecipado já estão disponíveis para garantir o seu lugar neste inovador encontro de dois dias.

PROGRAMAÇÃO MUSICAL
O Terminal:
Apparat (Live) | Gilles Peterson with MC Rob Galliano
Clark (AV) | Moses Boyd (Live)

Afrojamslx | Nelson Makossa

O Laboratório:
Calibre | Kode9 | Chima Isaaro
Collective Unconscious (AV) | Maria Amor & Shcuro