Os Placebo celebram 30 anos do álbum de estreia com “Placebo RE:CREATED” e o novo single “Helen Keller”, inspirado numa melodia das gravações de 1996.
Os Placebo assinalam os 30 anos do seu álbum de estreia com o lançamento de “Helen Keller”, um novo single inspirado numa melodia do período das gravações do primeiro disco. Recentemente, a banda lançou também “Placebo RE:CREATED”, uma nova abordagem ao álbum homónimo de 1996, já disponível para ouvir na íntegra nas várias plataformas de streaming.
“Helen Keller” recupera a melodia de piano de “H.K. Farewell”, uma faixa instrumental associada à época do álbum de estreia. O tema foi gravado em Londres no início de 2026, produzido pelos próprios Placebo e por Adam Noble, que também assegurou a mistura.
«É uma nova canção de rock inspirada na melodia de piano de “H.K. Farewell” e com o nome de uma das minhas figuras históricas favoritas», explica Brian Molko.
O lançamento acontece no momento em que os Placebo iniciam a digressão que celebra três décadas de carreira. A banda regressa a temas dos seus dois primeiros álbuns, “Placebo” e “Without You I’m Nothing”, incluindo canções que não são tocadas ao vivo há mais de 20 anos.
“Placebo RE:CREATED”, lançado a 19 de junho através da Elevator Lady Ltd, em parceria com a AWAL, recupera o álbum de estreia originalmente editado em 1996. O projecto inclui novas versões dos dez temas do disco, juntamente com dois temas adicionais da edição original.
Em vez de uma simples remasterização, Brian Molko e Rob Kirwan trabalharam a partir das master tapes originais, com mistura de Adam Noble. A banda levou para estas gravações a experiência adquirida ao longo de 30 anos de actuações ao vivo, revisitando músicas que foram evoluindo em palco desde a sua criação.
Entre os temas do álbum estão “36 Degrees”, “Nancy Boy”, “Bruise Pristine”, “Lady Of The Flowers” e “Swallow”. A banda descreve o projecto como uma espécie de “director’s cut” do álbum de estreia, explicando que não se tratou de recriar as músicas de raiz, mas de regressar às gravações originais e incorporar a experiência acumulada desde 1996.
«Este projecto teve como objectivo terminar finalmente o disco, trazê-lo sonoramente para o século XXI, preservando ao mesmo tempo a integridade e o espírito do original. Não se trata de o melhorar, não há nada de errado com o disco. Trata-se de o completar. Quando fizemos o primeiro álbum, ainda não tínhamos a experiência nem o conhecimento de estúdio necessários para traduzir plenamente aquilo que tínhamos na cabeça. Ao longo dos anos, as canções ganharam vida própria em palco. Cresceram, desenvolveram-se e, de certa forma, acabaram por se completar. É uma celebração de onde começámos e um ponto de encontro entre quem éramos nessa altura e quem somos agora. É uma forma de honrar essa inocência, permitindo ao mesmo tempo que as canções existam com a dimensão, a confiança e a energia da banda em que nos tornámos.»
O primeiro álbum dos Placebo surgiu durante o período de maior exposição do Britpop, distinguindo-se também pelas temáticas abordadas, entre elas a sexualidade, a androginia, a dependência e a alienação. A imagem da banda e a forma como Brian Molko desafiava as convenções de género e masculinidade tornaram-se igualmente parte da identidade dos Placebo.
A digressão dos 30 anos começou em Portugal, com concertos no Porto e em Lisboa, e percorre posteriormente várias cidades da Europa e do Reino Unido. A banda anunciou 36 datas, com um alinhamento centrado nos dois primeiros álbuns e na recuperação de temas que há muito não faziam parte dos concertos.
“Placebo RE:CREATED” está disponível numa variedade de formatos físicos, incluindo CD, duplo CD, cassete, uma edição em caixa e cinco variantes em vinil, entre as quais um Picture Disc.