Sunflowers, 800 Gondomar, Unsafe Space Garden, MAQUINA, Fidju Kitxora, Ana De Llor, Them Flying Monkeys e Capitão Fausto integram o conjunto de projetos nacionais que já têm presença garantida em alguns dos mais importantes festivais internacionais de música emergente.
A circulação da música feita em Portugal continua a ganhar força, com vários projetos nacionais destacados em festivais internacionais dedicados à descoberta de novos talentos. A WHY Portugal, estrutura dedicada à internacionalização da música feita no país, tem desempenhado um papel determinante neste processo, ajudando artistas a consolidar oportunidades e a transformar cada atuação em terreno internacional numa etapa estratégica de crescimento.
Os Sunflowers e 800 Gondomar foram escolhidos para integrar o alinhamento do Monkey Week 2025, que decorrerá entre 20 e 22 de novembro, em El Puerto de Santa María, Espanha. Também os Capitão Fausto irão actuar no palco do Monkey Week. A presença destas bandas reforça a vitalidade das propostas portuguesas ligadas ao rock alternativo e à experimentação.
Uns dias depois é a vez de os MAQUINA e o coletivo Fidju Kitxora marcarem presença no Les Trans Musicales, um dos festivais mais influentes de descoberta de novos talentos, a decorrer em Rennes, França, de 3 a 7 de dezembro. A Arte Sonora vai estar presente no Les Trans Musicales e contará tudo o que se passou por lá.
O Eurosonic Noorderslag, que celebra a sua 40.ª edição entre 14 e 17 de janeiro de 2026, receberá quatro projetos portugueses: Sunflowers e Fidju Kitxora participam igualmente neste festival, e à comitiva portuguesa juntam-se o avant-pop de Ana De Llor e o indie-rock de Them Flying Monkeys. O evento, que combina festival com conferência internacional da indústria musical, destaca anualmente artistas emergentes de toda a Europa.
O coletivo vimaranense Unsafe Space Garden integra a programação do South by Southwest (SXSW) de 2026, evento que decorrerá de 12 a 18 de março de 2026 na cidade de Austin, Texas. Conhecido como o maior festival-conferência do mundo, o SXSW reúne música, cinema, tecnologia e inovação, e é reconhecido como plataforma global de descoberta de novos talentos.
O papel estratégico da WHY Portugal
No último quadrimestre de 2025, a Why Portugal realiza 7 missões internacionais com o objetivo de promover além fronteiras o talento nacional, e marcar, desta forma, o início da internacionalização da carreira dos músicos portugueses.
A WHY Portugal assume-se como parceira essencial para que a participação de artistas portugueses em palcos internacionais se traduza em oportunidades concretas de crescimento. A sua intervenção passa pela preparação estratégica, pela ligação entre programadores e bandas nacionais e por uma leitura aprofundada dos mercados e circuitos onde a música portuguesa pode expandir-se.
Muito antes das atuações, a estrutura estuda territórios, identifica oportunidades e equilibra as candidaturas em função das tendências e necessidades de cada festival. A inscrição dos artistas é realizada através da plataforma whyportugal.org, mas a curadoria final pertence sempre aos festivais. Cabe à WHY Portugal garantir que cada proposta chega com contexto, estratégia e profissionalismo.
Entre os eventos internacionais que decorrera em 2025 e que contaram com participação portuguesa destacam-se o Reeperbahn Festival (Alemanha, 16–19 de setembro), com showcases de Madmess, Them Flying Monkeys e Unsafe Space Garden; o Mercat de Música Viva de Vic (Espanha, 17–21 de setembro), com apresentações de Capitão Fausto, Fidju Kitxora, MOVE, Sofia Leão e LINA_ & Marco Mezquida; o Zandari Festa (Coreia do Sul, 17–19 de outubro), que recebeu a banda MAQUINA; o WOMEX – World Music Expo (Finlândia, 22–26 de outubro), com stand português e sete empresas nacionais; e em França e o MaMA Festival & Convention (15–18 de outubro). Antes de fechar o ano, em novembro, e já a pensar em 2026, a Why Portugal realiza mais uma missão de prospeção a um novo mercado, onde irá participar no Iceland Airwaves, na Islândia, com o objetivo de conhecer o evento e os profissionais que nele participam, para avaliar o potencial de uma futura missão internacional neste mercado.
Com estas confirmações, a música portuguesa reforça a sua presença em alguns dos palcos mais relevantes da atualidade, abrindo portas a novas audiências, colaborações e oportunidades de futuro.
