Avenged Sevenfold

2011-06-23, Campo Pequeno, Lisboa
Inês Barrau

A noite prometia e pelas 20:00, antes de se abrirem as portas, as filas extendiam-se pelo largo circundante ao Campo Pequeno, compostas de miudos e graúdos, espelho do momento alto que os Avenged Sevenfold atravessam.

Com uma pontualidade quase britânica, às 22h o palco é iluminado, expondo um cenário grotesco de muros e portões de cemitério com as insígnias da banda “A7X”. A banda sobe ao palco e o delírio generaliza-se na sala com um uníssono de vozes que abafaram completamente a voz de M. Shadows durante o tema de abertura “Nightmare”.

Com um Campo Pequeno repleto tanto na plateia como nas bancadas, a banda vai apresentando single após single. Seguiram-se “Critical Acclaim”; “Welcome to The Familly”; “Almost Easy”, e por esta altura, o som que inicialmente estava difuso e algo desequilibrado, já se ouvia bastante bem, tendo em conta a acústica do Campo Pequeno, que não é a melhor para este tipo de concertos.

O público, rendido desde a primeira música não parou todo o concerto, e tanto saltou e cantou que fez mesmo com que o vocalista M. Shadows se queixasse que não conseguia ouvir a sua própria voz e que por isso ía cantando de cor.

Um membro que já  partiu mas que se fez presente durante todo o concerto foi o falecido baterista, The Rev, a quem foram dedicados grande parte dos temas e ovações. Na samplagem puderam ouvir-se as vozes do antigo membro da banda ao longo de vários temas.

No alinhamento seguiram-se “Buried Alive”; “So Far Away”; “Afterlife”; “God Hates Us”, e a grande dúvida da noite prendia-se com o desconhecido Arin Ilejay, da banda “Confide”, que veio preencher o lugar deixado pelo falecido The Rev, e mais tarde ocupado pelo ilustre Mike Portnoy dos Dream Theater (relembre-se que este abandonou os Dream Theater ao fim de muitos anos para se dedicar em pleno aos Avenged Sevenfold). Este lugar de respeito impunha por si só uma tarefa monstruosa que Arin desempenhou sem qualquer dificuldade levando os fans da banda ao delírio com direito a um pequeno solo de bateria.

Seguiu-se “God Hates Us”; o monumental “A Little Piece of Heaven” e para terminar antes do primeiro encore “Bat Country”. Por esta altura já  se contava uma hora de espectáculo sem pausas.

O primeiro encore foi preenchido por “Unholy Confessions”, e por esta altura já era perceptível que o público queria muito mais. No segundo encore a banda apresentou o épico “Save Me” de 11 minutos, que se seguiu das despedidas com promessas de retorno da banda. A noite foi quente, com um concerto de rock a relembrar os bons velhos tempos áureos do rock, com cenários, pirotecnia, explosões, luzes, e rock n’ roll durante 1 hora e 35 minutos.

Uma nota especial para os convidados da primeira parte, os portugueses Switchtense, que cumpriram na perfeição o objectivo de aquecer as hostes. Embora mais pesados dos que os Avenged Sevenfold, conseguiram levantar um Campo Pequeno, que à hora da banda de abertura já se encontrava repleto. Os Switchtense conseguiram mostrar um pouco daquilo que compõe a carreira da banda da Moita, desde o seu primeiro EP, passando pelo álbum de estreia e ainda com uma mostra do recente trabalho (2º álbum), intitulado “Switchtense”.

Segue daqui o nosso reconhecimento para o facto de por várias vezes os Switchtense pela voz do seu vocalista promoverem as bandas nacionais.