Cave Story iluminam qualquer garagem

Cave Story iluminam qualquer garagem

Tiago da Bernarda
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Na continuação do Mexefest, Cave Story é um nome que deveria estar circulado no roteiro de todos.

A noite mal começava quando os Cave Story inauguraram a sala Super Bock Garagem Epal, uma forma institucionalizada de dizer que estavam a tocar numa garagem situada numa rua perpendicular à Avenida da Liberdade. Nada redutor. Pelo contrário, ver os Cave Story, banda post-punk das Caldas da Rainha que tem percorrido todo o tipo de salas neste ano graças ao seu último EP “Spider Tracks”, a tocar numa garagem do género parece certo. Mesmo que já se tenham revelado merecedores de tocar em palcos maiores.

É um fenómeno estranho, na realidade, como uma banda quase estática consegue pôr uma sala praticamente cheia a abanar a cabeça durante o concerto todo. Mas com malhas como “Cleaner” ou “Southern Hype”, faixas de abertura do último EP, ficar parado é um desafio aos sentidos.

Eventualmente perguntam se alguém conhece Jonathan Richman. Ouve-se um apenas woo. Imperdoável, mas suficiente para introduzir “Richman”, o single que eleva o líder dos Modern Lovers a deus dos deuses. É possível que tenham conseguido converter uns quantos até ao final do concerto. Virtuosos como são, que nunca lhes falte garagens para tocar.

Foto: Vodafone Mexefest | Marta Santos- Academy World