Cowards, Hiper Realismo

Cowards, Hiper Realismo

2015-02-08, RCA Club, Lisboa
Nero
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Os Cowards vieram de peito feito e para dar porrada.

Como foi regra no Burning Light, os sets curtos impediram conversas com o público. Essa urgência acrescentou ainda mais o compromisso de agressividade da banda em cada um dos temas. Os Cowards vieram de peito feito e para dar porrada. Do outro lado, os parisienses, avaliando a concentração junto ao palco e atenção do público, eram esperados. Pudera, “Shooting Blanks and Pills” haverá de tornar-se um marco na fusão do doom e do hardcore e o recente “Rise To Infamy” é mais um colosso de violência. Os franceses soam a realismo.

As harmonizações em intervalo de 3ra, artifício do doom clássico, que surgem abundantemente no novo álbum, cruzam-se com as harmonizações dissonantes de intervalos bem juntos, bem à Converge. Tudo sempre dimensionado por um gravalhão gigantesco de baixo. Imaginar a sujidade, é mais fácil se pensarmos nas cuspidelas para o público de Adrien Lederer, numa postura à hardcore “brooklynesco”, mas imaginar o tamanho do som dos Cowards torna-se mais difícil se pensarmos que um dos guitarristas, Thibaut Aguir, usava uma Vintage V100WR (como mini humbuckers). Ou melhor, faz-nos pensar nessa malta do djent com troncos de 8 cordas e a soar a Lady Gaga com overdrive…

Concertaço!