D’Alva, ÜberPop

D’Alva, ÜberPop

2015-08-15, Cem Soldos, Tomar
Nero
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Que festão. Que som. Que concerto!

Um concerto não é alto apenas devido ao volume. Pode estar tudo a partir e a energia da banda ser nula. Mas quando a intensidade dos músicos se junta à do PA… Acontece o que os D’Alva conseguiram no Bons Sons, na sua versão “redux”, no pequeno palco Giacometti: as barreiras físicas são feitas maleáveis e toca-se o metafísico. Com Alex no “topo do seu jogo” e Carol perfeita a complementar o frontman, quer musicalmente quer na relação com os “aldeões”, rapidamente o concerto abandonou as restrições do palco e a euforia electrónica da banda alastrou pela aldeia de Cem Soldos. De repente, estávamos a assistir a um dos concertos do ano (di-lo quem esteve, por exemplo, no meio dos tufões de amplificação do Temples Festival).

Novos Variações, Neo Paiões.

A permanente excelência de som presente nos palcos do Bons Sons permitiu um enorme corpo de graves à samplagem de Ben e um tamanho descomunal à bateria de Gonçalo de Almeida – uma novidade no formato “redux”. E que novidade. Gonçalo bateu no groove de D’Alva como Ben Koller faria nos Converge! Hardcore pop? Porque não? Não se ouvem, nos nossos palcos, riffs muito mais pesados que aquele de “Barulho”. Ou Alex meio levado da breca a destilar grunts… É tudo uma questão de atitude. Não é o volume que faz um concerto alto, não são guitarras com distorção que fazem um concerto arrasador. É a atitude. E isso os D’Alva têm de sobra.

Depois são as canções e os D’Alva escrevem mesmo canções. Novos Variações, Neo Paiões. “LLS”, “Barulho”, “Frescobol”, “Homologação” e a surpresa da tarde, o encore com o esboço de um novo tema, “Só Se Quiseres”. As primeiras impressões, da versão ainda bem crua, são as de que há-de #baterquebater.