Los Waves, O Blues de Júpiter

Los Waves, O Blues de Júpiter

2015-07-10, Passeio Marítimo de Algés
Nero
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A pentatónica a soar melódica e rápida!

O álbum do ano passado, “This Is Los Waves So What?”, quase a celebrar um ano, aliás, foi motivo de altos louvores para a Arte Sonora. Por esse motivo, a entrevista está para ser combinada há muito tempo, mea culpa, e a vontade de os ver ao vivo idem. O palpitante Coreto G-Star Raw afigurava-se, a cada concerto que passava, como o “palco” onde acampar no NOS Alive e, ipsis verbis, aumentava a expectativa com os Los Waves. Mas chega de usar fraco latim…

Tudo é directo e simples nos Los Waves e o concerto não fugiu à regra. Com o seu indie/garage/psicadélico mais linear em palco, a banda soou com toques a Strokes. Mas a Strokes quando Julian Casablancas ainda não tinha ganho ascendente sobre Nick Valensi. O nome da curadoria do Coreto não podia servir melhor para descrever o concerto, que foi raw, e agora já no anglo-saxónico, que a banda é latina, mas foi criada no UK. E o UK, como sabemos é o lar do punk. Tudo isto para dizer que o concerto foi cru e bera. A pentatónica a soar melódica e rápida.

Claro que uma Mustang faz sempre tudo soar mais cru, bera e barato, mas o mérito principal aqui esteve na batida punk do baterista Marco Jung. A energia e força do músico compensou um som ao qual faltou, e culpe-se aqui o PA disponível, mais potência. Ao que parece estava em estreia. Very good!