Red Fang, rugidos de groove

2014-09-12, Reverence, Valada
Nero
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Não foi há muito tempo que pudemos ver os Red Fang ao vivo. Será inevitável comparar os concertos. Desde logo porque o do Reverence foi bastante melhor num aspecto decisivo: o som. Mais volume, mais definição e um carácter mais aproximado ao que se ouve gravado em estúdio.

Em termos de performance, John Sherman pareceu muito mais sólido na bateria do que acontecera na Galiza, mas Bryan Giles e David Sullivan, que são uma excitante parelha de guitarristas, não conseguiram estar tão vibrantes como na última vez que os vimos. Cansaço de final de tour?…

Dirt Wizard” e “Prehistoric Dog” são os grandes malhões da banda, mas também são esses que acabam por empalidecer os restantes

Há uma sensação comum a ambos os concertos. Os Red Fang possuem groove e são bons músicos, mas não conseguem demonstrar todo o seu potencial senão sob a forma das massivas “Dirt Wizard” e “Prehistoric Dog”. São esses os grandes malhões da banda, mas também são esses que acabam por empalidecer os restantes. É certo que os temas de “Whales And Leeches são, estruturalmente, mais ricos, mas parece faltar-lhes algum músculo ou balanço. É algo que, obviamente, nesta opinião, a banda terá que pensar em solucionar num próximo álbum.

Uma vez mais, o fascínio provocado pela Fender Mustang toda “escavacada” de Bryan Giles (sem esquecer a beleza da que tinha “saúde”) e a Electra bastante badass de David Sullivan, é avassalador. As guitarras dos Red Fang não têm apenas pinta, têm um sonzão.