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Wild Beasts

Smother

Domino Records, 2011-05-09

Redacção

“O sítio das coisas selvagens!” A melhor coisa na música destes rapazes continua a ser o facto de não se parecer com nenhum outro registo; é ser complexa e simples, enigmática e honesta; e, no final, precisa sempre de nova audição.Lançado em final de Maio deste ano, sobreviveu no número 17 do top Britânico, e depois da febre de Verão ainda se mantém na lista das mais tocadas nas terras de Sua Majestade. Neste registo mantém-se a atitude que conquistou ouvintes e críticos no anterior “Two Dancers”, aquela honestidade e som intrigante, que definem e fazem destes rapazes uma banda em claro progresso para atingir um patamar de banda de culto.

No ano passado, em conversa com a AS, assumiam-se honestos e humildes e tudo o que queriam era fazer música que lhes desse prazer tocar, fugindo a conotações, semelhanças ou referências, mas nunca negando preferências como os Smiths, dos quais todos eram fãs. E não enganam nessa honestidade criativa. E fazem no muito bem nestes tempos em que a raridade de valores faz com que se seja único ou imaturo, mas neste caso resulta na primeira sensação e com distinção.

Certo é que estes miúdos que um dia praticaram futebol no Leeds United, esse mítico clube da cidade de onde são naturais, e que trocaram as chuteiras por guitarras – porque era menos violento – regressaram com um álbum que ficará, com certeza, nos melhores do ano.

Por Joaquim Martins