Rita Cortezão vence Festival Termómetro e actua no NOS Alive, Bons Sons e Vodafone Paredes de Coura

Rita Cortezão vence Festival Termómetro e actua no NOS Alive, Bons Sons e Vodafone Paredes de Coura

26/05/2026

A cantora e compositora portuguesa Rita Cortezão foi a grande vencedora da 30.ª edição do Festival Termómetro, cuja final decorreu no LAV – Lisboa ao Vivo no dia 10 de Maio.

A artista lisboeta Rita Cortezão arrecadou o prémio principal do festival idealizado por Fernando Alvim, tendo sido escolhida pelo júri de forma praticamente unânime como o melhor projeto desta edição comemorativa.

Além da distinção máxima do concurso, Rita Cortezão venceu também o prémio de Melhor Canção, atribuído pela Antena 3, graças ao tema “o tempo que fica”. Já o prémio de Melhor Performance foi entregue a MÓRIA. Na final estiveram ainda os projetos Parque Império e MONSTRO.

A vitória garante agora a Rita Cortezão atuações em alguns dos principais festivais nacionais como NOS Alive, Vodafone Paredes de Coura e o BONS SONS.  No NOS Alive, marca presença no Palco Heineken a 11 de julho, e no festival de Cem Soldos, a artista sobe ao Palco Giacometti no dia 7 de agosto, completando assim o cartaz musical da edição de 2026.

Como parte do prémio, Rita Cortezão receberá ainda a produção de um videoclipe pelos alunos da World Academy e dez horas de gravação no Estúdio King.

Natural de Lisboa, Rita Cortezão toca piano desde os cinco anos e escreve canções desde a infância. Formou-se em canto e piano na Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal, onde estudou com músicos como Margarida Campelo e Beatriz Nunes. Entre as suas influências estão referências da música pop descobertas através da coleção de discos do pai, cruzadas com o interesse pela música clássica e pelo jazz.

A artista aprofundou ainda a escrita de canções através de uma disciplina de songwriting orientada por Joana Espadinha e João Firmino, tendo também frequentado um curso da School of Song ministrado por Adrianne Lenker. Antes da estreia a solo, Rita colaborou como cantora de coros em projetos de Benjamim e João Borsch, além de integrar a banda de Primeira Dama na apresentação de “Superstar Desilusão” no Teatro São Luiz. O primeiro concerto em nome próprio aconteceu em julho de 2024, na Casa do Comum, no âmbito de uma iniciativa do Colectivo Markize.

O álbum de estreia da cantora, “tudo, um pouco”, foi editado em novembro de 2025 pela Discos Submarinos. O disco reúne dez temas escritos e compostos pela artista, com produção assinada a quatro mãos com Benjamim. Entre os temas de avanço destacam-se “dia após outro”, “lisbolha” e “o tempo que fica”. As canções nasceram inicialmente apenas com voz e piano, antes de ganharem nova dimensão em estúdio, no Louva-a-Deus, em Benfica.

Este não é o primeiro reconhecimento público do percurso da artista. Em 2025, Rita Cortezão foi uma das vencedoras do concurso para artistas emergentes promovido pelo EA LIVE e pela SIC Esperança, integrando também a coletânea “Novos Talentos Fnac”.

A final da 30.ª edição do Festival Termómetro contou ainda com a atuação especial das Mães Solteiras, que também integram o cartaz do BONS SONS 2026.

Criado em 1994, o Festival Termómetro tem sido uma das principais plataformas de descoberta de novos talentos em Portugal, tendo revelado ao longo das últimas décadas nomes como Capicua, Noiserv, Richie Campbell, Ana Bacalhau, Luís Severo, Marta Ren ou os Ornatos Violeta, entre muitos outros.