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(c) Live Nation Portugal

Rod Stewart em Lisboa: Para sempre jovem!

14/05/2025

Review

Banda
10/10
Voz
8/10
Som
7/10
Ambiente
8/10
Overall
8.3/10
“Infatuation” | “Tonight I’m Yours (Don’t Hurt Me)” | “Some Guys Have All the Luck” | “Having a Party” | “Forever Young” | “The First Cut is the Deepest” | “Tonight’s the Night (Gonna Be Alright)” | “Young Turks” | “Proud Mary” | “Maggie May” | “I’d Rather Go Blind” | “Baby Jane” | “You’re in My Heart (The Final Acclaim)” | “I Don’t Want to Talk About It” | “If You Don’t Know Me by Now” | “Hot Stuff” | “Da Ya Think I’m Sexy?” | “Hot Legs” | “Sailing” | “Love Train” |

Rod Stewart regressou a Lisboa no dia 13 de Maio de 2025 e transformou a MEO Arena numa verdadeira festa esgotada, vibrante e cheia de nostalgia.

Não foi permitida a habitual reportagem fotográfica.

Rod Stewart voltou a brindar Lisboa com mais uma grande noite à moda antiga. A fórmula é a mesma que o tem acompanhado em digressões anteriores: nada de pirotecnia, efeitos especiais ou chuva de confettis. Apenas um palco com ecrãs gigantes, projeções elegantes e o essencial: música ao vivo. Simples, bonito e eficaz.

Acompanhado por uma banda talentosa composta por dois guitarristas, baixista, baterista, percussão, o saxofonista Jimmy Roberts, as suas Rodettes – um trio de vozes femininas que também brilham como bailarinas e um trio de violinistas – , Stewart mostra que simplicidade bem executada continua a ser poderosa.

Quem comprou bilhete sabia bem ao que ia. Os fãs mais antigos, certamente, não foram apanhados de surpresa, mas também não saíram desapontados. O que se viveu ali foi um verdadeiro concerto de músico: genuíno, tocado e cantado ao vivo, sem truques nem atalhos.

Com a voz firme, presença contagiante e uma energia que parece desafiar o tempo, Rod Stewart corre, pula e interage com o público como se estivesse décadas mais jovem.

Aos 80 anos, Rod Stewart faz inveja a todos os que gostariam de ter a sorte de serem tão jovens como ele se apresenta em palco. Com a voz firme, presença contagiante e uma energia que parece desafiar o tempo, corre, pula e interage com o público como se estivesse décadas mais jovem. Apresenta-se bem-humorado, divertido, charmoso, e inevitavelmente leva-nos a pensar: “Queremos ser assim quando formos grandes!

Em pouco mais de 1h30m de espectáculo, e entre algumas mudanças de roupa (algumas escolhas de fazer inveja a Manuel Luís Goucha), Rod Stewart revisitou vários temas da sua carreira como “Da Ya Think I’m Sexy?”, “Forever Young” ou “Baby Jane”, intercalando-os com versões de grandes clássicos. Entre os covers que interpretou estiveram o clássico “It’s a Heartache”, de Bonnie Tyler, “Some Guys Have All the Luck”, dos The Persuaders, “Having a Party”, de Sam Cooke, “The First Cut Is the Deepest”, de Cat Stevens, “Proud Mary”, dos Creedence Clearwater Revival, “I’d Rather Go Blind”, de Etta James, em homenagem aChristine McVie,  “I Don’t Want to Talk About It”, dos Crazy Horse, “If You Don’t Know Me by Now”, de Harold Melvin & The Blue Notes, “Hot Stuff”, de Donna Summer, “Sailing”, dos The Sutherland Brothers Band, e, no encore, “Love Train”, dos The O’Jays.

Claro que não faltou a habitual homenagem ao Celtic, o clube do coração de Rod Stewart, com a emotiva “You’re in My Heart”. O cantor fez questão de recordar que foi precisamente em Portugal que o Celtic conquistou a sua única Taça dos Clubes Campeões Europeus, em 1967, frente ao Inter de Milão, um momento histórico que continua a emocionar.

O público correspondeu à altura: cantou, dançou, filmou, fotografou e, acima de tudo, viveu intensamente cada minuto do espetáculo. Foi uma verdadeira celebração onde a elegância e a classe marcaram toda a noite. Resta agora esperar que Rod Stewart regresse em breve, porque Lisboa estará sempre pronta para o receber de braços abertos.

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