Tons of Rock 2026 | Alterações de última hora com cancelamento de Tom Morello e Yungblud não estragam terceiro dia

Tons of Rock 2026 | Alterações de última hora com cancelamento de Tom Morello e Yungblud não estragam terceiro dia

08/07/2026

O terceiro dia do Tons of Rock sofreu algumas alterações de última hora. Tom Morello e Yungblud cancelaram a sua presença, tendo sido substituídos, respetivamente, por The Hellacopters e Joan Jett.

Em balanço final, o festival só teve a ganhar com a presença dos The Hellacopters, enquanto Joan Jett serviu, sobretudo, para recordar clássicos que todos conhecem.

Queensrÿche vencem o duelo de horários
Como em todos os festivais, há colisões de horários, e neste dia, os Queensrÿche tinham os Kublai Khan TX como concorrência direta. A escolha recaiu sobre os veteranos norte-americanos, e não houve arrependimentos. Com um alinhamento old-school, logo o arranque com “Queen of the Reich” deu a certeza de que seria um bom concerto. Bastou esse início para render toda a gente ao talento vocal de Todd La Torre, que faz mais do que justiça aos temas da banda. “Operation: Mindcrime” e “The Warning” continuaram a dar o mote a uma atuação sempre em crescendo. Da formação original, restam apenas o guitarrista Michael Wilton e o baixista Eddie Jackson, mas Casey Grillo e Mike Stone preenchem bem o lugar dos antecessores. “Revolution Calling” foi um momento excelente, seguido do obrigatório “Empire”. A fechar, “Eyes of a Stranger” marcou uma das melhores atuações de todo o festival.



The Hellacopters incendeiam o palco principal
A abrir o palco principal estiveram os suecos The Hellacopters, no lugar de Tom Morello e, como já foi referido, todos ficaram a ganhar. A banda, liderada por Nicke Andersson, ex-baterista dos Entombed, entrou em palco com tudo ao som de “Token Apologies”. A intensidade da atuação manteve-se até ao final apoteótico, com “(Gotta Get Some Action) Now!!!”.


Avatar confirmam a ascensão
Os Avatar não surpreendem ninguém, continuam estrelas em ascensão na cena, e a quantidade de gente reunida no Vampire Stage foi prova disso, tal como o número de fãs com a cara pintada à imagem de Johannes Eckerström. O melhor ficou guardado para o final, com “Smells Like a Freakshow” e “Hail the Apocalypse”.


Dogstar: mais Keanu Reeves do que rock
A maior enchente no palco Moonlight foi para a passagem dos Dogstar, a banda de Keanu Reeves. Dificilmente alguém no público saberia identificar um tema dos Dogstar, ou os nomes dos restantes músicos, mas todos os olhos estavam postos no ator. Ficou uma atuação sólida, ainda que sem nada de Matrix ou John Wick.


The Hives, valor seguro
De regresso ao palco principal, os suecos The Hives voltaram a brindar o público com uma atuação segura, uma banda da qual dificilmente se sai de um concerto dececionado. De “Enough Is Enough” a “Paint a Picture”, sem esquecer a clássica pausa em palco que já é marca da banda, o concerto fechou com “The Hives Forever Forever The Hives”.


Behemoth trazem a blasfémia e a pirotecnia
Os Behemoth trouxeram a blasfémia e a pirotecnia ao Tons of Rock. Com dois cristos invertidos, um em cada extremo do palco, os polacos entraram ao som de “Ora Pro Nobis Lucifer” e, desde os primeiros acordes, os corpos começaram a voar sobre a barreira. As explosões de pirotecnia continuaram com “Thy Becoming Eternal”. O mais recente “The Shit ov God” caiu bem junto à plateia, seguido de “Blow Your Trumpets Gabriel” e do hipnótico “Bartzabel”. A banda tem incluído no alinhamento uma versão de “The Return of Darkness and Evil”, dos Bathory. A fechar, “Chant for Eschaton 2000” e “O Father O Satan O Sun!”.



Joan Jett, os clássicos antes do futebol
No palco principal, antes do “prato principal” da noite, a transmissão do jogo entre a Noruega e a França, Joan Jett deu um concerto sólido, onde não faltaram os clássicos “I Love Rock ‘n’ Roll”, “Bad Reputation” e “Cherry Bomb”, este último já dos tempos das Runaways.

Mayhem jogam em casa
A blasfémia continuou com os Mayhem, que jogavam em casa e foram recebidos com a tenda à pinha. “Realm of Endless Misery” e “Buried by Time and Dust” deram início à homilia. Não faltaram “Freezing Moon” e “From the Dark Past”, e o concerto fechou com chave de ouro em “Pure Fucking Armageddon”.


Rival Sons fecham terceiro dia
Ainda se via o jogo no grande ecrã, quando os Rival Sons subiram ao palco. Com Jay Buchanan a entrar em palco de guitarra acústica na mão e descalço, como é habitual, a banda iniciou o alinhamento ao som de “Horses Breath”, logo seguido por “Open My Eyes”. A banda mostrou-se coesa e, mais uma vez, o som de palco estava bem definido. Não faltou “Pressure and Time”, bem como a versão de “Electric Funeral”, dos Black Sabbath, a fechar o dia que, apesar das alterações de última hora, correu na perfeição.