AS10 Especial Bons Sons: Novos álbuns para ouvir no festival

AS10 Especial Bons Sons: Novos álbuns para ouvir no festival

António Maurício

O festival Bons Sons, com um cartaz exclusivamente português, realiza-se de 8 a 11 de Agosto e inclui um alinhamento carregado de novos álbuns.

O Bons Sons, um dos festivais mais portugueses de Portugal, regressa a 2019 para colocar a aldeia de Cem Soldos em euforia. Com um cartaz exclusivamente português, quatro dias de festa, dez palcos e mais de cinquenta concertos (vê aqui o cartaz completo), há muito para ver e ouvir, e entre os artistas confirmados, novos discos. Discos frescos, editados no final de 2018 e início de 2019, com sede de conquista.

Luísa Sobral – “Rosa”

Editado no final de 2018, o mais recente álbum de Luísa Sobral inclui os singles “O Melhor Presente” e “Dois Namorados”, uma enternecedora e real história de amor. Ao vivo, espera-se uma demonstração de subtileza, acompanhada pela voz de Luísa e a sua nova formação: Manuel Rocha nas guitarras e voz e um trio de sopros formado por Paulo Carmo no fliscorne, Ângelo Caleira na trompa e Gil Gonçalves na tuba.

 

Fogo Fogo – “Dia Não”

Fogo Fogo, projecto que surgiu do desafio feito pela Casa Independente ao músico João Gomes (Teclas) é, além do próprio, composto por Francisco Rebelo (Baixo), Danilo Lopes (Voz e Guitara), David Pessoa (Voz e Guitarra) e Marcio Silva (bateria). O novo EP, “Dia Não”, de duas canções, intensifica a sonoridade “retro” e mais urbana da banda. Foi editado no dia 9 de Junho e produzido exclusivamente pela banda.

Dino D’Santiago – “Mundu Nôbu”

Dino D’Santiago, um dos nomes mais emergentes em Lisboa, lançou o seu novo álbum em finais de 2018. “Mundo Nôbu” combina e mistura sons de funaná, batuku, morna, kizomba ou afro-house, com instrumentais produzidos por Seiji e a voz melodiosa de Dino. Um projecto com várias cores e sabores.

First Breath After Coma – “NU”

O novo projecto dos First Breath After Coma, “NU”, além de ser editado no formato clássico, em álbum, também veio acompanhado por um filme produzido pela Casota Collective. O novo álbum, editado em Março de 2019, reflecte mais uma evolução retrospectiva e desafiante, resultante de uma actividade intensa de viagens, concertos ao vivo e experiências colaborativas.

Sensible Soccers – “Aurora”

Os Sensible Soccers editaram um novo álbum com produção de B Fachada. Lançado no dia 15 de Março, “Aurora”, é o terceiro longa-duração da banda e evoca um Portugal pessoal e intimista. De acordo com a própria banda, é «uma aventura à procura dos fragmentos de uma espécie de mixtape construída em retrospectiva, onde a guitarra expressionista dá lugar a um coro de três cabeças, composto de baixo, percussão e sintetizadores».

Stereossauro – “Bairro da Ponte”

Editado a 1 de Fevereiro, “Bairro da Ponte” é um disco agregador que foi capaz de reunir talentos muito diferentes à volta de uma paixão comum: a música. É um álbum de encontros e confluências, partilhas e cumplicidades. Um disco que põe em comum afinidades e conhecimento – além do hip hop, do fado e da música electrónica, Stereossauro desafia generosamente cada um dos artistas convidados a deixarem a sua impressão digital.

Paraguaii – “Kopernikus”

Paraguaii é o projecto formado por Giliano Boucinha na guitarra, voz e synths e Zé Pedro Correia nos synths e Baixo. Ao vivo a banda apresenta-se com um baterista convidado. O novo álbum, “Kopernikus”, editado em Março, foca-se na mistura entre guitarras e baixos com distorções, assim como afinações que passam por vários espectros, do Stoner ao Doom, sem deixar de lado a veia electrónica – onde falam mais alto os sintetizadores e caixas de ritmos.

Tape Junk – “Couch Pop”

O terceiro álbum de originais dos Tape Junk, “Couch Pop”, também foi editado em Março e maioritariamente criado na casa de João Correia, pelo próprio. São nove novos temas, escritas sem pressas e fora do ambiente urbano. Encaixa-se no espectro pop e foi publicado através da Pataca Discos.

Afonso Cabral – “Morada”

“Morada” foi a estreia-se a solo e em português de Afonso Cabral. O vocalista dos You Can’t Win, Charlie Brown editou o novo projecto e Julho, com canções escritas pelo próprios, entre o rock e a pop e uma forte presença de cordas. “Morada” teve a produção de António Vasconcelos Dias e foi gravado nos estúdios 15A.

Cosmic Mass – “Vice Blooms”

Caracterizado como uma «odisseia vibrante para todos/todas os/as fãs de rock» em comunicado de imprensa, o disco de estreia dos Cosmic Mass inclui riffs e muito fuzz. “Vice Blooms” foi criado através das performances de André Guimas, Miguel Menano, Pedro Teixeira e António Ventura. É Rock n roll, carregado de adrenalina e energia.