Dream Theater, The Distance Over Time Tour @ Campo Pequeno

Dream Theater, The Distance Over Time Tour @ Campo Pequeno

Nero
Joana Cardoso

Um concerto de sensações mistas (muito por culpa das condições sonoras). Os Dream Theater tornaram a promover um emocionante reencontro com Victoria, mas Mangini não conseguiu fazer esquecer Portnoy na execução do soberbo álbum “Metropolis, Part 2: Scenes From a Memory”.

Às 20H00, em ponto, apagam-se as luzes e surge nos ecrãs o vídeo sci-fi que introduz a digressão “The Distance Over Time”. A peça instrumental que se ouve é “Atlas”, uma composição de Nick Phoenix & Thomas J. Bergersen (procurem nos canais de streaming, o seu carácter épico vale bem a pena). O vídeo mostra-nos a sequência de capas da discografia dos Dream Theater: “When Dream And Day Unite”, “Images & Words”, “Awake”, “Falling Into Infinity”…

Todavia, o arranque com “Untethered Angel” irá focar a primeira parte do concerto no recente álbum “Distance Over Time”, com dois momentos de revisita aos anos de Portnoy, desde logo “A Nightmare To Remember”.

Infelizmente, o som está numa embrulhada cacofónica e um absoluto lodo, particularmente na bateria. O espectáculo é garantido por John Petrucci, cujos dedos pegam fogo logo neste tema, e Jordan Rudess larga a workstation Korg Kronos para vir à frente do palco solar num Roland AX-Edge Keytar.

Os músicos executam cada momento de forma meticulosa, Mangini de forma quase científica, mas a confusão da mistura e o excesso de reverberação presente na sala faz com que, por não se perceberem alguns detalhes, se sintam as passagens em síncope entre estruturas de forma algo brusca, sem fluidez musical.

Na noite anterior, Gondomar ouviu “Paralyzed”. Lisboa, ao invés, é presenteada com “Fall Into The Light”. Entre os riffs barítono da primeira e a estética mais heavy metal desta última, venha o Diabo e escolha. Qualquer opção seria bem-vinda.

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