Festival Semibreve comemora 10 anos

Festival Semibreve comemora 10 anos

Mariana Matos

Semibreve, festival de música eletrónica e arte digital, vai estar em Braga nos dias 24 e 25 de Outubro.

O festival Semibreve viu-se forçado a alterar os seus planos este ano, devido à pandemia e ,por isso, a ideia é criar um programa que possa ser aproveitado à distância, mas que continue a incluir a participação das pessoas.

Deste modo, o festival terá duas vertentes: a digital, através de um programa concebido no site oficial do Semibreve, e a física que terá lugar no Mosteiro de São Martinho de Tibães.

No entanto, para os que queiram ir ao Mosteiro de Tibães, terão de comprar o bilhete normal, com custo de 6 euros e que pode ser adquirido a partir do site oficial do festival.

O Semibreve oferece um programa gratuito, que apresenta obras sonoras especialmente concebidas para o evento, espaços que visam a discussão de temas como a música, instalações audiovisuais, performances filmadas e ainda um workshop sobre como fazer música concreta.

O festival contará com vários nomes tanto nacionais como internacionais, como por exemplo: Pedro Maia, realizador e artista visual português; Beatriz Ferreyra, compositora argentina pioneira da música eletrónica; Jim O’Rourke, respeitado produtor e músico norte-americano de culto único.

Ana da Silva, portuguesa fundadora da icónica banda dos anos 70 The Raincoats, Jessica Ekomane, artista sonora francesa e produtora de música eletrónica, Kara-Lis Coverdale, atual compositora e produtora de música eletrónica que mais atenção tem vindo a merecer nos últimos tempos, Keith Fullerton Whitman, conceituado músico e produtor norte-americano de eletrónica, e Tyondai Braxton, compositor e músico, outrora membro e fundador do grupo Battles e filho do lendário saxofonista free-jazz norte-americano Anthony Braxton, vão apresentar obras inéditas que vão estar disponíveis via streaming no website do festival e em formato instalação no Mosteiro de Tibães.

A partir das restrições impostas pela pandemia, o SEMIBREVE apresentará também um programa de conversas que traçará pontes com a criação contemporânea nos domínios da música eletrónica e arte sonora, abordando ainda o contexto atual e pandémico. David Toop (músico e escritor),  Jessica Ekomane (compositora) e José Alberto Gomes (músico, artista sonoro e curador) vão conversar sobre o binómio Presencial vs Virtual; Chris Watson (artista sonoro), Nuno da Luz (artista) Margarida Mendes (artista e curadora) e Raquel Castro (investigadora e programadora cultural) vão abordar a relação entre Som e Ecologia; José Moura (Príncipe Discos/Holuzam), Mike Harding (Touch), Nkisi (Axis Arkestra/ax-NON worldwide) e Isilda Sanches (jornalista) conversam sobre uma nova lógica editorial pós-pandémica; e Nik Void (música), Alain Mongeau (MUTEK), Pedro Santos (Culturgest) e Gonçalo Frota (jornalista) discutem as implicações da pandemia na lógica performativa da música eletrónica.

As quatro conversas moderadas vão ser transmitidas em direto a partir do website do festival e abertas a um número reduzido de público no Mosteiro de Tibães.

Aproveitando o contexto e ideia de reclusão, o SEMIBREVE convidou artistas a criar, integrando um programa de residências artísticas que vão decorrer no Mosteiro de Tibães nos dias que antecedem o festival. Klara Lewis, aclamada compositora sueca de música eletrónica, Laurel Halo, compositora norte-americana de eletrónica e um nome forte da mais recente vaga de compositoras femininas, Nik Void, compositora britânica também conhecida pelo seu trabalho com Factory Floor, Oliver Coates, compositor, violoncelista e produtor britânico, e Pedro Maia, realizador e artista visual português, vão desenvolver novos trabalhos a partir da freguesia de Mire de Tibães, em Braga.

Um conjunto de performances vão ser filmadas previamente e transmitidas durante o fim de semana do festival, com exibição no próprio Mosteiro em formato screening e também no website do festival. Resultante de uma parceria com o Canal 180, Gustavo Costa, músico português, Klara Lewis, Laurel Halo e Oliver Coates vão atuar, sem público, na impressionante Casa do Volfrâmio, localizada na mata do Mosteiro de Tibães.

O Mosteiro de Tibães acolherá também a apresentação de um programa de instalações vencedoras da parceria do festival com a empresa EDIGMA, empresa portuguesa líder no desenvolvimento de experiências interativas, tecnologia multi-toque e projetos de digital signage. Vencedores do EDIGMA SEMIBREVE Award 2020, prémio que pretende premiar e estimular a criação artística digital, dando especial atenção a projetos artísticos que recorram à interatividade, ao som e à imagem, os artistas alemães Merani Schilcher e Vinzenz Aubry apresentam “Unknown Territories – Searching for Islands”, instalação interativa que identifica ilhas a partir de formas de areia criadas pelos utilizadores
No âmbito do EDIGMA SEMIBREVE Scholar, prémio que incentiva a criação artística na comunidade de estudantes do ensino superior, Francisco Leal e Luís Ventura apresentam “Randomofone”, Diogo Borges, João Maia e Silva, Miguel Moreno e Olívia Silva vão dar a conhecer “Dancing about Architecture”, e Francisco Oliveira e Mariana Vilanova a instalação “Hiato”.
Todos os trabalhos vencedores serão documentados e apresentados de igual forma no website do festival.

Em parceria com o Circuito, programa de Serviço Educativo da Braga Media Arts, o SEMIBREVE apresentará um workshop de música concreta destinado a famílias. O workshop de correrá nas manhãs de 24 e 25 de Outubro no Mosteiro de Tibães.

EGITANA