Sector da Cultura Quer 2,5% da Bazuca Europeia

Sector da Cultura Quer 2,5% da Bazuca Europeia

Redacção

Os agentes culturais enviaram um texto ao Presidente da República, ao primeiro-ministro e à ministra da Cultura, no qual pedem pelo menos 2,5% da ‘bazuca’ europeia para a Cultura. Discussão pública para distribuição de verbas começa hoje, 15 de Fevereiro.

O conjunto de associações ligadas à organização de espectáculos defende que o mínimo que o país pode fazer é investir na Cultura 2,5% dos fundos da ‘bazuca’ europeia de resposta à crise provocada pela covid-19. Entre os subscritores do texto enviado a Marcelo Rebelo de Sousa, António Costa e Graça Fonseca encontram-se a Associação Espectáculo, Agentes e Produtores Portugueses (AEAPP), Associação Promotores de Espectáculos, Festivais e Eventos (APEFE), a Associação Portuguesas de Festivais de Música (APORFEST) e a Associação Portuguesa de Serviços Técnicos para Eventos (APSTE).

«2,5% das verbas da bazuca europeia para a Cultura é o mínimo que uma sociedade civilizada, moderna e democrática pode investir. 2,5% para a Cultura é o mínimo que esperamos de Vossas Excelências», afirmam os representantes do sector na carta aberta.

Luís Pardelha, da direção da APEFE, referiu à agência Lusa que o valor de 2,5% está em linha com o que será adstrito noutros países pelos respectivos fundos de recuperação aos sectores da Cultura e recorda que as quebras de 80% nas receitas deste sector em Portugal representam «um número avassalador, um verdadeiro terramoto».

A discussão pública para a distribuição das verbas comunitárias começa hoje, dia 15 de Fevereiro, numa altura em que estão igualmente em curso conversações entre Governo e autoridades de saúde para procurar entendimentos e soluções que permitam retomar alguma actividade, não só ao nível de grandes eventos, como os festivais de verão, mas também de outros de menor dimensão, como eventos municipais, mas que trariam um nível de actividade essencial para a sobrevivência das empresas.

EGITANA