Gretsch Drums Portugal

Timóteo Azevedo

A Gretsch Drums lançou uma página de apoio no Facebook para os músicos portugueses utilizadores dos instrumentos da marca. A página destina-se a responder a dúvidas e contratempos experienciados pelos músicos, mas também procura ser um veículo de maior comunicação e envolvimento com os amantes dos produtos Gretsch. Os músicos terão mais esta plataforma para ficar a conhecer as novidades da marca, desde o lançamento de modelos novos a passatempos e outras actividades promovidas pela marca.

 

Um legado centenário

 

A história  da Gretsch começa no final do século XIX, quando Friedrich Gretsch parte de Mannheim [Alemanha] para o Novo Mundo, e em 1883 funda uma pequena oficina de instrumentos em Brooklyn, Nova Iorque [EUA]. Dando ênfase à qualidade do trabalho artesanal, Friedrich produzia banjos, tambores e pandeiretas. Em 1895, morre inesperadamente numa viagem de regresso à terra de origem, e a companhia é deixada ao espírito empreendedor do seu filho, Fred Gretsch, na altura um adolescente de apenas 15 anos.

Fred Gretsch manteve o legado original, e fez a companhia crescer numa base de boa reputação dos instrumentos pela qualidade e precisão que apresentavam. Em 1935, Duke Kramer junta-se à companhia, e durante 70 anos oferece conselhos que ajudaram a unir as diferentes gerações da família com o objectivo da perpectuação da Gretsch. Em 1942, Fred Gretsch reforma-se e deixa o leme da Gretsch aos seus dois filhos, Fred Jr. e William, ambos activos e envolvidos nas actividades da companhia desde 1927.

Fred Jr. tomou o passo importante de reconhecer o potencial do rock ‘n’ roll emergente introduzido por Elvis Presley e continuado pelos Beatles, os Rolling Stones e muitos outros artistas da época. A explosão do rockabilly e do rock ‘n’ roll durante as décadas de 1950 e 1960 permitiu à Gretsch ganhar popularidade, consumada em endorsements a artistas como George Harrison (Beatles), Bo Diddley, Chet Atkins e Charlie Watts (Rolling Stones).

Em 1967, não conseguindo ver herdeiro capaz de continuar o legado, Fred Gretsch Jr. vende a companhia à Baldwin Pianos, um gigante da indústria. Mas uma série de reveses começaram a afectar a qualidade porque eram conhecidos os instrumentos Gretsch.

O bisneto do fundador, Fred W. Gretsch, decidiu repôr a companhia nas mãos da família, e em 1985 recompra a Gretsch à Baldwin Pianos. A sede de operações é mudada para Savannah, Georgia [EUA], e a oferta da marca é revitalizada com novos modelos de guitarra de inspiração vintage e as suas clássicas baterias. O resultado é a continuação do legado Gretsch, que já conta com mais de 125 anos de história.

As baterias Gretsch foram escolhidas por muitos nomes sonantes do mundo da percussão. Na lista de utilizadores das clássicas "round badge" encontramos artistas como Elvin Jones (Charles Mingus, Miles Davis, John Coltrane Quartet), Tony Williams (Miles Davis, The Tony Williams Lifetime), Art Blakey (Art Blakey & The Jazz Messengers), Philly Joe Jones (Miles Davis), Max Roach (Duke Ellington, Dizzy Gillespie), Vinnie Colaiuta (Frank Zappa, Megadeth, Jeff Beck), Brad Wilk (Rage Agaisnt the Machine, Audioslave), Taylor Hawkins (Foo Fighters), Debbi Peterson (The Bangles) e Steve Ferrone (Tom Petty and the Heartbreakers), entre outros.

USA Custom, Renown Purewood, Catalina, Blackhawk e Brooklyn são alguns exemplos das várias séries de baterias produzidas pela Gretsch Drums durante a sua longa história.

 

Consulta a página de apoio da Gretsch Drums Portugal aqui.

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