O último dia do Rock in Rio arrancou com a pop electrónica de Isaura. B Fachada foi dono e senhor do palco e as madrilenas Hinds encerraram o dia.
Isaura
Isaura é um dos novos talentos da música portuguesa, daqueles que devemos estar atentos. Com o EP “Serendipity” acabadinho de chegar, a portuguesa deu um bom concerto apesar dos poucos temas que ainda tem para oferecer. Os destaques vão para “Useless”, remix dos LASERS, “8”, single mais badalado que a cantora tocou duas vezes e “Change it”.
B Fachada
Bernardo Fachada já dispensa apresentações e não precisa que lhe digam como dar um bom espectáculo, mesmo que esse seja fora da sua praia. Com as “Questões de Moral” a abrir o concerto, a sua famosa ironia fez-se sentir muito cedo – “Haverá canção mais Rock in Rio?”. Por entre os pedidos que o público se fosse aproximando – “Tragam mais amigos”- o set foi composto por variadas músicas do vasto repertório do cantautor. Na famosa “Quem quer Fumar com o B Fachada” voltou também o bom humor recheado de ironia – “Digo sempre por todo o mundo que não há público como o do RIR. São o pessoal com quem curto de fumar”. Os pais de família que por lá andavam certamente já deixaram essas andanças há algum tempo. Com o “Camuflado” a render, o povo continua a pagar para ver e a mexer-se perante os ritmos incrivelmente dançáveis que o “tio B” nos oferece. Seguiu-se um momento “a la Korn” com o som todo a ir abaixo. Fachada está mais que habituado a essas adversidades e desatou a cantar a bonita “Kit de Prestidigitação” a capella. Um dos maiores destaques será sem dúvida a execução de “Cada Um”, faixa incluída no EP “Viola Braguesa”, que remonta ao ano de 2008. “Deus Pátria e Família” fez a “comichão” pretendida, com o seu forte carácter de intervenção, mesmo naqueles que não faziam ideia do que ali se passava. Para esses, Fachada dedicou a música “Só te Falta Seres Mulher” – “Esta é para aqueles que gostam de telenovelas e não fazem ideia do que aqui se passa”- com a qual fechou o concerto. O cantor termina um bonito concerto marcado por uma coragem sincera acerca do festival onde nos encontrávamos.
Hinds
A fechar o palco tivemos a presença das madrilenas Hinds. À semelhança de Capitão Fausto, as espanholas carregam já uma vasta legião de fãs que canta as canções de cor e salteado e preenche o público. No entanto, o concerto das meninas queridas do indie ficou um pouco aquém daquilo que nos mostraram, por exemplo, no concerto de apresentação do álbum “Leave Me Alone”. Talvez pelas dificuldades técnicas que se sentiram nesse palco (juramos que por vezes só se ouvia baixo e bombo) ou por já saberem que inevitavelmente os portugueses acabam por gostar dos seus concertos, faltou alguma coisa a este espectáculo. A setlist foi composta por temas como “Warning with the curling”, “Trippy Gum” ou “Bamboo”. Terminavam assim os concertos do palco Vodafone do Rock in Rio que, bem ou mal, acabou por ser dos poucos pontos altos do palco Vodafone.




































