Novas confirmações no Milhões de Festa’15

Novas confirmações no Milhões de Festa’15

Nuno Ribeiro

Mais uma dose de confirmações de peso para deixar (ainda mais) composta a edição oitava do Milhões de Festa, que decorrerá entre os dias 23 e 26 de Julho no Parque Fluvial de Barcelos.

Com nomes como Deerhoof, Michael Rother, The Bug, THEESatisfaction, PERC e Peaking Lights confirmados, são acrescentados ainda, uma dose de mais 11 nomes, encabeçada pelos Goblin [na foto em cima].

Nome prestigiado do progressivo italiano e normalmente associados ao cinema de terror, os Goblin vêm até Barcelos juntamente com os egípcios do movimento electro chaabi, Islam Chipsy, com uma abordagem musical literalmente de outro universo (cultural). Também confirmados, e vindos dos EUA, estão o garage rock dos Tijuana Panthers, o death/grind dos Hemdale, que virão apoiados pelo peso desmesurado do grindNak’ay. Acrescem ainda os portugueses Corona na Casa, Ratere, Éme, La Flama Blanca, The Sunflowers e Lodge.​

GOBLIN
Banda de proa do progressivo italiano liderada pelos membros fundadores Morante, Guarini e Pignatelli. Dos filmes “Dawn of the Dead” a “Suspiria”, passando pelas inúmeras colaborações com Dario Argento, os Goblin estão para o cinema fantástico como Kubrick estava para a fotografia. Foi a sua música que encerrou num imaginário sónico indissociável dos filmes de terror.

ISLAM CHIPSY
É um nome grande do movimento electro chaabi que está a tomar de assalto as ruas do Cairo. Nada do que estejam à espera, o Chaabi é música de casamento egípcia – e todos sabemos que nada diz “festa” como um belo casamento cigano nas ruas de um país árabe. Chipsy, contudo, ultrapassa em execução o propósito humilde da sua música: dois percussionistas perfeitamente sincopados e sincronizados sobre o seu metralhar nas teclas levariam ao êxtase a mais letárgica das preguiças.

TIJUANA PANTHERS
Os rockers de Long Beach nasceram com a estória do surf a pesar-lhes no som das guitarras, mas é no garage que aliviam as tensões e se desfazem de intenções. O rock não é uma promessa, e os ganchos pop são do momento.

HEMDALE
Falemos de podridão, degredo, maus cheiros, excessos e ruído. Sintetizámos tudo neste nome e temos uma das mais clássicas bandas do death/grind mundial. No activo desde os inícios de 90, a banda do Ohio é um conjunto de verdadeiros profissionais do gratuito, e do blast beat mais rápido ao riff mais pesado do death levam apenas um growling.

NAK’AY
Quem diz que do estado de Indiana vêm, apenas, várias formas de carros de corridas, nunca passou por Fort Wayne, nem por nenhum concerto de Nak’ay. Gajos de princípios, os norte-americanos cospem sobre tudo o que for fascista, nazi, ou qualquer tipo de ignorante preconceituoso. Mas o grind deles (que, melodicamente, derruba muitas barreiras de género) chega para todos e a vossa vez de fazer as voltas ao bilhar grande há-de chegar no concerto deles.

CORONA NA CASA
É da Invicta e é a personagem resultante da colaboração portuense entre o produtor dB e o anti-rapper Logus, que elevam o caricato incisivo das letras à poesia com a ajuda de algumas das batidas com mais groove que ouvirão.

RATERE
Os barcelenses alteram o punk rock, ajustam a energia e explodem nas múltiplas direcções do rock, aludindo à abstracção no caminho do instrumental, e ao hormonal/muscular nas distorções. A jogar em casa, espera-se que a convergência de estados na sua música esteja orquestrada como nunca.

ÉME
Tem o condão especial de compreender o plano da canção. Nos seus cálculos em torno da fórmula, o lisboeta, idóneo na sua abordagem, expõe a inocência que se procura no entoar — que ele tão bem provoca. Não é demais acrescentar que tem o selo da Cafetra, responsável pelo lançamento de “Último Siso”. O LP produzido por B Fachada e Luís Nunes (Walter Benjamin).

LA FLAMA BLANCA
Tem vindo a incendiar pistas de dança, deflagrando a cumba e o reggaeton com o seu “Baile Tropicante” no MusicBox e ateando amores desenfreados.

THE SUNFLOWERS
Guitarra e bateria, riffs garage rock e um desprezo a destilar punk é tudo o que precisam de esperar da dupla portuense. Na calha, levarão o novo EP “Ghosts, Witches and PB&Js”, para expiar as más vibrações.

LODGE
É hardcore. Não que sejam uns durões perigosos, mas o som deles andam nos extremos dos cores, entre blasts e riffs musculados, com uma voz a quem o conceito “pulmões” parece não chegar para descrever o grupo.

Os bilhetes, já se encontram à venda, custam 49.99€ até ao dia 11 de Maio e estão disponíveis na bilheteira online do Milhões de Festa.

 

EGITANA