AS#54: A edição digital de Abril já está online

AS#54: A edição digital de Abril já está online

Redacção

O som dos Sunn, os 70 anos da Fender, a exploração dos Souq e Rui Maia. Uma edição que busca as tensões do dualismo platónico na música.

sentido experimental dos Sunn ultrapassa largamente o espectro negativo tantas vezes associado ao que se chama de sonoridades extremas. A força física do som da banda possui um sentido xamânico, ideia tão grata quanto repetida pelo Carlos Garcia, nestas páginas. A potência extrema dos amps une a assimetria entre mundo sensível e mundo inteligível, racionalismo e misticismo. Surpreende o metodismo com que, inspirados no imenso poder dos amps quen homenageiam, a banda constrói mantras valvulados. No 10º Aniversário do MusicBox, tivemos a oportunidade de conversar, a fundo, com Stephen O’Malley sobre o som dos Sunn (banda e amps), sobre filosofia e circuitos eléctricos. Tivemos oportunidade de desvendar um pouco desse universo onde o mecânico e o espiritual se tocam.

O cruzamento desses conceitos é algo que, ao longo de 70 anos, emergiu na Fender. Com um espírito inovador e explorador de possibilidades mecânicas, Leo Fender estabeleceu as bases de uma marca que, ao lado do rock ‘n’ roll, transformou para sempre a história da música popular. Em 2016 celebram-se o 70º Aniversário da Fender, nesta edição deixamos a nossa homenagem à marca californiana.

CADA EDIÇÃO DIGITAL DA ARTE SONORA TEM UM CUSTO DE APENAS 1€. PODES COMPRA ESTA EDIÇÃO AQUI.

Na sua viagem pelo deserto fictício de La Brava, os Souq têm percorrido um caminho de ascetismo conceptual vertido para a sua exploração musical. Guitarras e amps cruzados com metais, rock ‘n’ roll e jazz – coisas que Frank Zappa já fazia há muitos anos, mas que são pouco comuns no universo musical português. O seu segundo álbum promete imenso, por isso estarão na próxima sessão Arte Sonora @ Hard Rock e por isso Jorge Loura surge, nestas páginas, a falar da singularidade da banda de Aveiro na nossa cena musical. Também Rui Maia conduz uma biga, puxada pelo ímpeto primitivo da dança e por mecanismos e circuitos electrónicos da sintetização. Estivemos no CCB para captar o triunfo dos Mirror People.

Carlos Garcia fala nesta dinâmica intercruzada, entre a razão e o espírito, no álbum de estreia de Björk, e Nuno Calado aborda-o um nome inigualável na espiritualidade e música, o rastafári Bob Marley.

VÊ AQUI UM PREVIEW DA AS#54!

FENDER