Peste & Sida

2012-04-13, Républica da Música, Alvalade
Redacção

Às dez da noite, na porta da República da Música via-se uma confusão fora do normal… Era o concerto de Peste & Sida. Preparado para comemorar os seus 25 anos de história, uma “História de Loucos”.

Por volta das 23h começa o concerto. Iam ser 25 anos, 25 músicas e muitos convidados. A interacção com o público era grande e este respondia em grande, todos queriam ouvir os grandes êxitos da banda de Lisboa, e era notório que a audiência ouvia e conhecia os Peste desde o princípio da banda.

O primeiro convidado entra na malha “Carraspana”. Marujo, um fã e amigo, ainda teve direito à primeira grande malha da noite, “Bule Bule”, o público já delirava e o concerto ainda ia no princípio. A seguir entra o antigo guitarrista da banda, Orlando Cohen, e logo no grande êxito “Família em Stress”, com grande classe mostrou que quem sabe nunca esquece. Depois seguiu-se Johnnie, o vocalista dos Simbiose, para fazer a “Alerta Geral” parecer uma malha de revolução. Mais um convidado, Ian, colega do João San Payo nos Rat Swinger, entra em diversas malhas e, numa delas, deixa todos a gritar “Sol da Caparica” o grande hino dos Peste, que todos conhecem.

As músicas eram “sempre a aviar cartucho”, muita interação com o público, e o público sempre a puxar por eles. Ouvia-se chamar por Almendra, antes entrava outro convidado, Nuno Rafael, antigo guitarrista dos Peste, hoje a trabalhar como director musical de Sérgio Godinho. O ambiente ia ficando infernal e, entretanto, chegava a hora de outro grande hino dos Peste, “Paulinha”, e para a cantar nada mais nada menos que João Pedro Almendra. Todos a deliravam com o carismático ex-vocalista da banda e não é para menos, já que o homem tem uma presença em palco como poucos e sabe lidar com o público “amigo”.

Para o primeiro e único encore vinha uma surpresa que não estava no programa. San Payo chama Ribas, vocalista dos Censurados, ao palco para cantar algumas músicas, entre as quais “Alcides Pinto”. A loucura estava instalada, todos estavam em perfeita sintonia, e na última malha “Peste Até ao Fim” em palco já se encontravam todos os convidados e até o público!

Foi uma festa de anos memorável, aliás, festas assim querem-se todos os dias e uma coisa vos digo: Peste & Sida foi, é, será sempre uma banda iconográfica na cena musical portuguesa. Pode vir a próxima festa de anos que eu estou lá.

Por Vitor Schwantz