Gibson à Beira do Precipício

Gibson à Beira do Precipício

Nero

A Gibson Brands está rapidamente a ficar sem tempo para resolver as suas dívidas. O risco de bancarrota é real.

As notícias recentes sobre o fecho da fábrica de Memphis e a ausência da NAMM 2018, evento onde a Gibson era, por norma, um dos maiores expositores, faziam especular sobre a grave situação financeira. Agora, o Nashville Post confirmou que a marca está verdadeiramente em risco de fechar portas. Segundo o artigo, a Gibson necessita de saldar um valor total de dívidas na ordem dos 375 milhões de dólares até 23 de Julho de 2018 ou, falhando esse pagamento, as coimas farão o montante aumentar em mais 145 milhões.

A falha do pagamento da dívida deverá ter consequências na direcção da marca, implicando a queda de Henry Juszkiewicz, actual CEO. De acordo com Kevin Cassidy, da Moody’s Investor Services (uma das três maiores agências de classificação de risco de crédito nos Estados Unidos): «Se esta situação terminar em bancarrota, ele (Juszkiewicz) irá abdicar totalmente da marca. Será necessário algum tipo de reestruturação. O negocio nuclear é estável e sustentável. Mas há um problema na folha de despesas e um problema operacional».

A Gibson Brands tem prevista a apresentação do relatório de contas aos seus acionistas, relativo ao seu último trimestre fiscal, nos próximos dias. De acordo com o Nashville Post, os investidores da marca estarão à espera de ver melhorias nos negócios relacionados com electrónica, que tem crescido nos últimos anos através de várias compras de marcas como a Philips, cujo grupo contém ainda outras empresa áudio como a TEAC, Tascam e Onkyo.

Mas mesmo neste sector as vendas têm vindo a abrandar. Assim, mesmo que os relatórios acabem por ter factores positivos, Henry Juszkiewicz irá ter bastante que explicar. No que respeita às guitarras, os modelos Modern Double Cut ou os Modern Les Paul Axcess Custom dividiram opiniões…