Lana Del Rey, cabeça de cartaz no Super Bock Super Rock 2019

Lana Del Rey, cabeça de cartaz no Super Bock Super Rock 2019

António Maurício

A 25º edição festival realiza-se de 18 a 20 de Julho, no Meco, local onde a norte-americana se estreou em Portugal, em 2012.

Lana Del Rey é a primeira confirmação do Super Bock Super Rock. Apresenta-se como cabeça de cartaz e actua no primeiro dia do festival, 18 de Julho. Em 2019 prevê-se que a cantora, compositora, modelo e atriz norte-americana edite um novo álbum intitulado “Norman Fucking Rockwell”. A estreia de Lana em Portugal aconteceu em 2012, também pela mão do Super Bock Super Rock. Na altura, a AS escreveu:

«Agora todos os meios presentes irão elogiar a actuação de Lana e fazer de conta que não alimentaram o autêntico linchamento a que a artista esteve sujeito desde que iniciou os concertos em promoção a “Born To Die”. Pretendendo reclamar autoridade esqueceram que fizeram o papel de tolos ao assumir posturas de avaliação com base em vídeos no Youtube e de jornalistas de meios internacionais e mais “poderosos”. Basta fazer uma rápida procura no site da AS ou nas suas redes sociais para verificarem que essa nunca foi a posição da revista – e de resto, basta ler a edição #24 em que o álbum teve nota máxima e foi o destaque do mês.

É inevitável mencionar esta situação porque, de repente, se tornou o principal motivo de conversa na espera da subida da artista ao palco – que imediatamente demoliu todos os preconceitos dos “entendidos” de música. Lana Del Rey mostrou controlo dinâmico, imensa versatilidade vocal – com diferentes posturas e colocações tímbricas – e apenas terá evitado algumas das notas mais agudas que pontuam os temas em disco. O público esteve sempre do seu lado e a cantora revelou charme e simpatia autêntica. Se o álbum é uma nota 10, a sua prestação no SBSR foi uma nota 8. Surpreendeu inclusive o controlo de afinação nas várias descidas que fez junto do público, em que se guiava apenas por um dos in-ears e o som de output. É uma cantora a sério!

E depois o som, com um equilíbrio exemplar entre o quarteto de cordas (3 violinos e 1 violoncelo), uma enluvada Gretsch (na dúvida se seria uma Chet Atkins ou uma Brian Setzer Nashville) e o piano de cauda de Byron Thomas, o director musical, cujos acordes graves surgia por vezes numa neblina etérea e funérea. Um backline simples e uma voz carregada de dor, provocaram uns breves 45 minutos de devastação emocional e um sentimento de nostalgia e perda (que os vídeos alimentavam ao fazer surgir a família Kennedy ou Elvis, ícones da cultura e tradição norte-americana).

Aliás Elvis está presente num tema como “Million Dollar Man”, usando mesmo a célebre “One for the Money / Two for the show…”. A estética realisticamente fatalista da música de Lana fez-nos acolher a morte como um estranho aconchego, quando canta “Born to Die” e o ecrã nos referencia o Salmo 51, o Miserere, “Senhor tende misericórdia”… Foi uma experiência única, e quebrou a ideia de que determinados formatos não servem para festivais, a qualidade serve para qualquer momento. Foi o concerto da noite.»

O festival celebra 25 anos de existência em 2019 e como celebração volta a localizar-se na Herdade do Cabeço da Flauta, em Sesimbra, depois de três anos em Lisboa, no Parque das Nações.

O primeiro lote de bilhetes está já à venda, com campismo incluído desde a 4ª feira anterior até domingo dia 21 de Julho, ao preço de 105€, e bilhete diário a 55€. Estão disponíveis em Blueticket.pt e locais habituais.

CARTAZ

18 Julho
Lana Del Rey