MEO Marés Vivas: Música portuguesa em força

MEO Marés Vivas: Música portuguesa em força

Nuno Ribeiro

Aos artistas como Richie Campbell, Blind Zero, Buraka Som Sistema, Kika, Miguel Araújo, The Black Mamba e Ana Moura já anunciados para o palco MEO, juntam-se também os restantes nomes que irão compor a participação nacional no Meo Marés Vivas 2015.

Ao longo dos dias 16, 17 e 18 de Julho do MEO Marés Vivas, actuarão no Palco Jogos Santa Casa, Capicua, Jimmy P, Deau, Diana Martinez & The Crib, Koa e Like Us, num palco inteiramente dedicado à música nacional.

Capicua é Ana Matos Fernandes. Com 15 anos descobre o Hip-Hop, primeiro pelos desenhos nas paredes, depois pelas rimas em cassetes, até chegar aos microfones.

Algures entre a escola e a universidade, do Porto para Lisboa, estuda sociologia e faz um doutoramento em Barcelona. Rapper militante desde 2004 regista já dois EP´s em grupo, duas Mixtapes em nome próprio e dois discos editados, assim como inúmeras colaborações em diversas compilações e trabalhos de alguns dos mais conceituados DJ’s e produtores de Hip Hop nacionais.

Em 2012, com o seu primeiro álbum, editado com selo Optimus Discos, sai do nicho para atingir novos públicos, surpreender a crítica e ganhar destaque nas mais prestigiadas listas de melhores discos do ano.

Ao vivo, para além dos  habituais companheiros de palco, o Dj (D-One) e a MC (M7), junta-se ao grupo, Virtus nas teclas, mpc e programações. As ilustrações, que continuarão a integrar os concertos de Capicua, estão a cargo de Vitor Ferreira, sendo trabalhadas a partir do palco.

Diana Martinez & The Crib é a nova aposta da Primeira Linha. Diana Martinez é a vocalista e  autora de todos os temas. Com o apoio João André, musico e o produtor, encontrou a visão e o conceito para “Diana Martinez & The Crib”, cuja sonoridade reflecte a sua verdadeira paixão: o R&B, o Soul e o Hip Hop.

Formada em Línguas pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, canta e escreve na língua que a ensinou a cantar. Relata e questiona os desafios diários característicos da sua geração, particularmente sobre o ponto de vista das mulheres, permitindo a quem ouve fazer uma viagem emocionante ao interior da artista. O seu 1º single “That’s Just How We Do It” é exemplo disso mesmo e é uma boa introdução na descoberta de Diana Martinez & The Crib.

Jimmy P, já tinha sido confirmado junto com Kika, mas sem data definida. Alter ego para Joel Plácido, nasceu no Barreiro, mas a sua história está associada a várias geografias nomeadamente Angola da qual é natural, Paris onde viveu durante o período da adolescência e a cidade Invicta onde começa a dar os primeiros passos na música.

Foram precisamente o gosto e o hábito de ouvir Rap, adquiridos no tempo que viveu em Paris, e a influência de outros estilos musicais diversos herdados pelo seu pai (Semba, Morna, Coladera, Salsa, Reggae, Jazz), que despertaram a sua apetência para a escrita, levando-o a passar para o papel as suas vivências, e a forma como via o mundo.

A finalizar o ano de 2014, Jimmy P lança para a internet “Marcha”, a primeira faixa a ser revelada do novo disco e que conta com as rimas de Valete e produção de Dj Ride. Quase em simultâneo, o rapper sobe ao palco dos Portuguese Festival Awards para actuar com uma orquestra, acabando por vencer na categoria de Melhor Atuação – Artista Revelação.

O ano 2015 marca o regresso de Jimmy P às edições. “Fvmily F1rst” (lê-se family first), assim se chama a segunda longa duração. O disco sai com o selo da recém criada editora Kambas, fundada por Fred Ferreira (Orelha Negra/Banda do Mar), e tem distribuição nacional pela Sony Music.

KOA é uma nova artista portuguesa com ascendência universal. Cresceu a ouvir rap, pop, jazz, r&b, hip-hop e música clássica. Feminista e teimosa assumida, escreve acerca daquilo em que realmente acredita.

Em Junho lança no mercado português o seu primeiro trabalho discográfico homónimo produzido pela Soundtrap com masterização partilhada em Madrid pela Mastering Mansion e em Nova York por Tom Coyne (Ariana Grande, Jessy J , Sam Smith, Beyoncé, Adele, Pink)

“Stand Up” é o single de estreia, estando já agendado para após o verão o lançamento de ” Bit my hook “, com a colaboração de Jimmy P.

2015 marca o décimo aniversário da primeira subida de Deau a um palco. Aconteceu no antigo Hard Club, numa das Nova Gaia Hip Hop Sessions, mítico trampolim de várias carreiras, quando tudo o que valia a um MC era a sua postura, a sua força e a sua capacidade de equilibrar palavras de sentido em cima de beats fortes. Desde logo, Deau fez abanar cabeças, consciências e desde aí muitos foram os ouvidos que se sintonizaram com as suas rimas.

10 anos depois do princípio, Deau prepara-se para uma nova etapa. Há um novo álbum programado para o primeiro semestre do ano, mas para já as atenções concentram-se em “Andorinha”, uma poderosa metáfora para algumas das armadilhas com que a vida nos testa, e para “Diz-me Só”, outro retrato de uma vida real que Deau nunca esconde. No primeiro tema há a colaboração de Expeão, homem dos Dealema, e no mais recente é a voz de Bezegol que se junta à de Deau. O vídeos, em ambos os casos, são assinados por Miguel Januário, artista plástico que assina MAISMENOS que ainda recentemente deu imagens à ideia de revolução no festival Rotas & Rituais em Lisboa.

Like Us – O Francisco tem 15 anos, o David tem 17, o Daniel tem 17 e o João 18 e, juntos, formam os Like Us. Os quatro cantores, que chegam de vários pontos do país, são os grandes vencedores de um casting organizado pelo canal Biggs.

O Marés Vivas decorre entre 16 e 18 de Julho em Vila Nova de Gaia. O bilhete diário custa 35 euros, o passe geral 60 euros e o passe geral VIP 150€.

16 de Julho
Palco MEO
John Legend
John Newman
Richie Campbell
Blind Zero

Palco Jogos Santa Casa
Capicua
Diana Martinez and the Crib

17 de Julho
Palco MEO
Lenny Kravitz
Buraka Som Sistema
Miguel Araújo
Kika

Palco Jogos Santa Casa
Jimmy P
Koa

18 de Julho
Palco Meo
The Script
Jamie Cullum
Ana Moura
The Black Mamba

Palco Jogos Santa Casa
Deau
Like Us

EGITANA