AS10: Portuguesas que dão música

AS10: Portuguesas que dão música

Tiago da Bernarda

Caso necessitem de provas de que há artistas femininas a dominar a nova música portuguesa, listámos 10 nomes de projectos que deveriam estar nas vossas playlists.

Dia 8 de Março marca o Dia Internacional da Mulher. Como rege a tradição, espera-vos meia dúzia de mensagens inspiracionais seguida de mais meia dúzia de comentários sexistas no vosso feed das redes sociais.

A Arte Sonora escolheu 10 artistas femininas portuguesas que provavelmente não vos farão uma sanduíche porque estão demasiado ocupadas a planear como irão dominar o mundo da música em 2016 (e porque provavelmente não vos conhecem e acham que vocês têm mãozinhas para fazer as vossas próprias sandes).

Foto de entrada: Carolina Silva

Clementine
Saída directamente da garagem, Clementine junta Lena Huracán e Frankie Wolk num projecto post punk DIY com um lo-fi contagiante. Em 2016, preparam-se para editar o seu álbum de estreia, tendo já disponibilizado algumas demos no Bandcamp.

Sallim
Mais um nome retirado da cena DIY, Sallim, solitária de voz dócil, é uma das grandes apostas da Cafetra Records para 2016. A jovem cantautora saiu finalmente do quarto, e irá enfrentar os grandes com o seu primeiro álbum de estúdio, “Isula”.

Calcutá
Calcutá é o nome do projecto da guitarrista de Mighty Sands. Já tivemos oportunidade de a ver ao vivo neste seu novo registo mais do que uma vez e confessamo-nos rendidos. Nota-se ainda algumas referências surf rock que porta dos seus colegas de banda. Mas não deixa de dar o seu próprio cunho com elementos devotional e freak folk.

Pega Monstro
Pega Monstro já criaram um legado dentro do underground lisboeta. Por outro lado, “Alfarroba”, o disco que editaram o ano passado, a partir da editora britânica Upset The Rhythm, reivindicou-as como uma das forças pop rock português a ter em consideração.

Isaura
Mexendo bem a música pop com as novas tendências de dança, Isaura entrou em grande no ano passado com a estreia do EP “Serendipity”, que conta com a produção de Cut Slack, Raez e Ben Monteiro. Agora no radar do povo, resta-nos saber para quando um longa duração.

Nidia Minaj
Um dos nomes que surgiu com o boom da Príncipe Discos, a editora de música electrónica afiliada à Filho Único. Com apenas 19 anos, tem viajado pelo mundo com a sua própria mistura de EDM e kuduro.

Sequin
Ana Miró conseguiu-nos surpreender duplamente ainda mal o ano começou. A primeira vez foi com a sua versão de “Sangue”, de Coelho Radioactivo, para a colectânea da Azul de Tróia. A segunda, foi o seu curto EP, “Eden”, que revela como Sequin não precisa de muito para conquistar o ouvinte.

 Carolina Brandão (The Sunflowers)
Falemos mais uma vez sobre os The Sunflowers, a dupla de garage rock, punk e surf rock do Porto. Mas falemos mais de Carolina, a baterista que canta e que por vezes até rouba a guitarra, mostra como o bom punk não tem barreira de géneros. A banda promete ainda uma nova edição este ano. Estamos a torcer por isso.

Da Chick
Da Chick conseguiu fundir o hip hop e funk ao seu próprio estilo pop. Uma combinação que lhe valeu uma boa recepção ao álbum “Chick To Chick”. No ano passado, foi capa da revista AS#46 e a primeira artista feminina a actuar no Quinto Andar. Mais recentemente, juntamente com Branko, representou Portugal no Eurosonic Noorderslag, uma conferência europeia de música e festival de showcases que decorre em Groningen, na Holanda.

Francisca Cortesão (Minta & The Brook Trout, They’re Heading West)
Minta & The Brook Trout já não é uma aposta. Desde 2006 que Francisca Cortesão tem sido consistente com todos os trabalhos que tem lançado. “Slow” é o nome do novo álbum de Minta & The Brook Trout, a banda que nos apresentou a cantora e compositora portuguesa.

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