Yamaha, Novos Pianos CP no Namouche

Yamaha, Novos Pianos CP no Namouche

Nero

A Yamaha Music Europe, através da equipa ibérica, deu-nos um gostinho da NAMM, reunindo vários músicos nos estúdios Namouche e apresentando os poderosos CP88 e CP73.

Com vários pianistas/teclistas reunidos na sala principal de captação dos estúdios Namouche, em Lisboa, a Yamaha Music Europe trouxe-nos um pequeno sabor daquilo que será o NAMM Show 2019 em Anaheim, Califórnia. Uma excelente iniciativa da marca onde além de revisitar os modelos Motif e Montage e os sempre sensacionais Reface, nos foram mostrados os novos modelos CP, as unidades de 73 teclas (de Mi a Mi) e de 88 teclas. Os novos teclados foram rodados pelo teclista nacional Nuno Rodrigues, director musical de April Ivy, e que conta no currículo trabalhos com FF, Miguel Gameiro, etc.

Os novos CP continuam o legado de um dos stage pianos de maior sucesso da Yamaha. Desde que foi introduzido em 2013, o CP4 conquistou lugar junto de músicos como Chuck Leavell (The Rolling Stones) ou Christine McVie (Fleetwood Mac). Os novos CP73 eCP88, apresentam actualizações que melhoram os sons, acção e capacidade áudio/MIDI.

O Yamaha CP88 possui 88 teclas de peso real e o sistema triplo-sensor NW-GH3, sendo fabricadas em ébano sintético e revestidas em marfim (também sintético, naturalmente). Todos os novos sions de piano e sons auxiliares (incluindo pianos verticais e um Bösendorfer de cauda) estão inseridos num chassis de alumínio com o peso aproximado de 18,5kg. Uma maquinão num peso bem moderado. O Yamaha CP73 partilha o motor gerador de sons do modelo maior, mas o teclado com acção Hammer é balanceado e não graduado. É ainda mais leve, com um peso aproximado de 12,7kg.

Nuno Rodrigues “jammou” algumas coisas, demonstrando a beleza dos novos patches de pianos clássicos ou eléctricos, o som natural e o potente processamento e alternância entre vários sons, além da criação de camadas com vários sons. Uma das queixas que se ouviam amiúde em relação ao CP4 era sobre o seu chassis em plástico. Ora, numa altura em que as nossas impressões são acima de tudo visuais, o chassis em alumínio deixa uma clara mensagem de robustez. Entre os vários teclistas presentes ouvia-se a satisfação com a acção da madeira nas teclas e a miríade de opções de edição sonora.

A Yamaha, além da robustez que deu aos novos CP, parece ter tomado em consideração o caminho trilhado por uma marca como a Nord, capaz de tornar a edição sonora tão cativante como intuitiva. Daí o novo interface possuir quatro secções de som independentes (Piano, Electric Piano, Sub e Master, para efeitos). Uma prova do compromisso da marca com os músicos, em vez da teimosia em manter designs estagnados por orgulho corporativo.

Ficamos a aguardar a possibilidade de testar um dos novos CP88 ou CP73. Os pianos irão chegar ao mercado português após a NAMM, que arranca já no dia 24 de Janeiro.