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Bloc Party

Hymns

Vagrant, 2016-01-29

EM LOOP
  • Fortress
Hugo Tomé

Antes de mais, vale a pena relembrar que tudo tem o seu tempo.

Tudo aparece e faz mais sentido num determinado momento, num determinado propósito. E os tempos de novidade, irreverência e influência dos Bloc Party há muito que já lá vão. Agora os tempos são outros. Agora a música é outra.

Pouco resta daquele dinamismo acompanhado de fulgor e virtuosismo de putos recém-chegados.

Uma década volvida da auspiciosa estreia de “Silent Alarm”, pouco sobra da sonoridade e formação original dos Bloc Party, senão a presença física e pouco inventiva de Kele Okereke e Russell Lissack. Pouco resta daquele revivalismo pós-punk apelidado de indie rock do início do novo milénio. Pouco resta daquele dinamismo acompanhado de fulgor e virtuosismo de putos recém-chegados. Agora o que se vê, ouve e sente é um par de adultos desfigurados e deslocados na busca de um novo rumo e personalidade que, na verdade, se perderam algures com a idade.

E para a posteridade,”Hymns” é só mais um disco sem deslumbre e sedução, um enorme vazio de progresso e inovação. Oh tempo volta para trás…