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The Glockenwise

Leeches

Lovers & Lollypops, 2013-05-20

Hugo Tomé

Já é mais que sabido que a Cidade de Barcelos já não é famosa, quase e só, pelos míticos galos. Parece que por lá, as garagens deixaram de ter garrafeiras e passaram a ter amplificadores, enquanto isso os “putos” formaram umas bandas e de lá saíram nomes como os Black Bombaim, os Aspen, e como não podia deixar de ser, The Glockenwise.

Depois de “Building Waves”, álbum de estreia dos barcelenses, ter rebentado no espaço alternativo português que nem uma bomba artesanal carregada de irreverência, potência e borbulhas na cara. O agora sucessor, “Leeches”, chega como réplica desse primeiro impacto e, uma vez mais, forte, robusto, carregando personalidade, electricidade e pêlos na cara. Os Glockenwise voltam a sustentar a fidelidade ao garage rock com pitadas de surf, de punk, de indie, de pop. E mais, continuam ousados, atrevidos, só que agora mais crescidos. “Leeches” tem mais e melhor consistência, mais e melhor composição, mais e melhor primor, o mesmo que dizer, mais e melhor Glockenwise.

É como um festim de “rockada”, que passa assim tipo “lusco-fusco” para não maçar e tem a revogação a toda uma arrogância dos que ainda pensam que deve ser f***** crescer para lá do sol-posto. Não é! Pois, já é mais que sabido, a Cidade de Barcelos já não é famosa, quase e só, pelos míticos galos. Parece que por lá se faz bom rock. Parece que por lá há os The Glockenwise.