Creedence… Rival Sons Revival

Creedence… Rival Sons Revival

2019-06-28, LAV - Lisboa Ao Vivo
Rodrigo Baptista
Inês Barrau
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Rock ‘n’ Roll à moda antiga no regresso dos Rival Sons a Portugal. O grupo californiano aqueceu o Lisboa Ao Vivo com a sua actuação enérgica e carismática, alternando clássicos com malhas do mais recente “Feral Roots”.

«Estes gajos surgiram na época errada», é o pensamento que mais ocorre a ouvir e ver os Rival Sons. Ontem, no Lisboa Ao Vivo, o mesmo pensamento regressou. Apesar de não estar cheia, a sala lisboeta pareceu algo pequena para receber a explosão sonora proporcionada pelo grupo de Long Beach. Sejamos sinceros, se os Rival Sons tivessem surgido algures nos anos 70 teriam muito possivelmente andado a encher arenas juntamente com nomes como Led Zeppelin ou Bad Company, mas isso já são outros quinhentos…

Às 22:00 em ponto, as luzes do Lisboa Ao Vivo apagam-se, começa a soar no PA uma música familiar e os Rival Sons entram em palco ao som da banda-sonora do filme “O Bom, o Mau e o Vilão”, composta por Ennio Morricone, que esteve recentemente em Portugal.

As honras de abertura são feitas ao som de “Back In The Woods”, o segundo single do último álbum “Feral Roots”. Com a sala já bem composta, mas longe de estar cheia, o público reagiu algo tímido e ainda um pouco disperso, já a banda apresentou-se, logo de início, bastante coesa e bem oleada, conseguindo manter uma energia e frescura que se verificou até ao fim do concerto.

Os primeiros momentos de alguma manifestação sonora notável por parte do público vieram com os já clássicos ” Pressure & Time”, do álbum com o mesmo nome (2011), e “Electric Man”, do álbum “Great Western Valkyrie” (2014). Como já tínhamos previsto, o guitarrista da banda Scott Holiday fez desfilar as suas diversas guitarras ao longo de todo o concerto, nestes dois temas o músico fez-se acompanhar da sua 1999 Gibson 1965 Firebird VII Reissue e da sua Meloduende Custom B-Bones, respectivamente. Anteriormente, também já tinha recorrido à sua Kauer Banshee “Excalibur” para abrir o concerto, mas se quiseres saber mais acerca das guitarras, podes clicar aqui.

Jay Buchanan foi um animal de palco, incansável, com uma voz poderosa num largo espectro dinâmico

À medida que o concerto se desenrolou quem não demonstrou sinais de cansaço ou abrandamento foi o vocalista Jay Buchanan, que se manteve irrepreensível até ao fim do espectáculo. Com uma voz poderosa, tanto nos agudos como nos graves, fazendo até lembrar um Paul Rodgers nos seus tempos áureos, o frontman carismático foi incansável, procurando sempre puxar pelo público e incentivando-o a cantar, o que levou a um dos momentos mais interessantes do concerto com um enorme coro a capella a formar-se no fim da faixa “Feral Roots”, e que ao bom jeito português se prolongou muito para além do fim da música.

Com os fãs cada vez em maior sintonia com a banda, o concerto foi caminhando em passos largos até ao fim, “Do Your Worst” foi a malha escolhida para encerrar a noite, mas o público do Lisboa Ao Vivo ainda não se encontrava completamente saciado, ao qual a banda respondeu com um poderoso encore. “Keep On Swinging” colocou um ponto final numa noite que se revelou uma celebração de tudo aquilo que o rock representa: guitarras explosivas (check), vocais arrebatadores (check) e um público fervoroso (check).

«Obrigado por pagarem para ouvir música ao vivo», disse Jay Buchanan. Nós é que agradecemos.

SETLIST

  • Back In The Woods
  • Sugar On The Bone
  • Pressure & Time
  • Electric Man
  • Too Bad
  • Jordan
  • Feral Roots
  • Torture
  • Face Of Light
  • Open My Eyes
  • All Directions
  • End Of Forever
  • Do Your Worst
  • Shooting Stars
  • Keep On Swinging